24 dezembro, 2012

Batata - Botânica

O gênero Solanum, da família Solanacea, contém mais de 2.000 espécies, embora somente cerca de 150 produzam tubérculos. A batata cultivada no Brasil pertence à espécie tetraplóide Solanum tuberosum. Esta espécie é dividida em duas subespécies, S. tuberosum subsp. tuberosum e S. tuberosum subsp. andigena, sendo esta última cultivada somente nas regiões andinas. Por outro lado, as cultivares mais modernas de batata possuem em seu genoma várias características de outras espécies, como S. demissun, S. chacoense e S. phureja, adquiridas através de cruzamentos artificiais visando principalmente à incorporação de resistência a doenças.

Uma planta normal de batata é composta de tantas hastes quanto forem os brotos que emergirem da batata-semente, folhas compostas, flores, raízes, estolões e tubérculos.

O caule aéreo da batata é normalmente oco na sua parte superior. Tem secção circular, quadrangular ou triangular, podendo apresentar asas, que são lisas ou onduladas. Quando o caule cresce diretamente do tubérculo-mãe ou próximo dele, é chamado de "rama", que pode ou não se ramificar.

As folhas são compostas, sendo formadas por um pecíolo com folíolo terminal, por folíolos laterais e, às vezes, por folíolos secundários e terciários. Dependendo da cultivar, as folhas têm tamanho, pilosidade e tonalidade de verde diferentes.

As flores da batateira apresentam o corola gamopétala com cinco pétalas, em cor que varia de branca a azulada. São distribuídas em inflorescência do tipo cimeira. O androceu e o ginicoceu amadurecem ao mesmo tempo, facilitando a autofecundação, que ocorre na maioria cultivares. Em algumas cultivares como a 'Achat', os botões florais caem antes da polinização; em outras , há florescimento, porém o seu pólen estéril não permite fecundação. Os frutos são biloculares do tipo baga, de cor verde, normalmente medindo de 2 a 3 cm de diâmetro, contendo de 40 a 240 sementes por fruto.

O sistema radicular da planta é relativamente superficial, com a quase totalidade das raízes permanecendo a uma profundidade não superior a 40 - 50 cm. Entretanto, em solos argilosos férteis e sem camadas de obstrução, podem alcançar até 1,0 m de profundidade. Quando o plantio é feito com batata-semente, as plantas desenvolvem raízes adventícias nos nós do caule subterrâneo, facilmente visíveis nas brotações dos tubérculos. Quando a semente verdadeira (semente-botânica) é plantada, forma-se uma raiz pivotante com raízes laterais.

Os tubérculos são caules adaptados para reserva de alimentos e também para reprodução. Formam-se como resultado do engrossamento da extremidade dos estolões, que são caules modificados, subterrâneos, semelhantes a raízes. Entretanto, tubérculos aéreos podem se formar nas axilas das folhas quando o transporte de substâncias de reserva, sintetizadas nas folhas, é bloqueado por ação mecânica ou pelo ataque de doenças e pragas, principalmente a rizoctoniose, que provoca o anelamento da base do caule.

Na superfície dos tubérculos as estruturas mais evidentes são os olhos, cada um contendo mais de uma gema, e as lenticelas. Vários fatores, como cultivar, tamanho do tubérculo e condições de cultivo afetaram o número de olhos por tubérculos. Por exemplo, um tubérculo de 'Bintje' de 45mm de diâmetro tem de 12 a 15 olhos distribuídos em forma de espiral. Cada olho possui uma gema principal também produz brotações laterais ou estalões.

Quando o tubérculo é cortado longitudinalmente, pode-se observar a periderme (pele),o cortéx, o anel vascular, a medula externa e a medula interna, esta mais clara, que se comunica com os olhos. A pele ou película da batata, formada de 5 a 15 camadas de células, é praticamente impermeável a líquidos e gases, protegendo o tecido contra o ataque de pragas e doenças. Quando a colheita é precoce e o tubérculo ainda não está maduro, a pele se solta com facilidade, favorecendo a deterioração do tubérculo pela entrada de patógeno e perda de umidade.

As lenticelas, que são pequenos sistemas de comunicação entre a parte interna do tubérculo e o exterior, são estruturas importantes para a respiração. Tubérculos produzidos em solos muito úmidos apresentam a lenticelose, que consiste em lenticelas abertas e de tamanho aumentado, provocada por uma reação dos tecidos para compensar a baixa disponibilidade de oxigênio. A lenticelose favorece a entrada de microrganismos fitopatogênicos nos tubérculos.

Quando a superfície do tubérculo é ferida, logo inicia-se um processo de formação de uma camada corticosa (suberização), que protege o tecido contra a perda de água. Este processo é chamado de "cura". A suberização é mais rápida em temperatura alta (acima de 25ºC), alta umidade relativa (cerca de 90%) e alto suprimento de oxigênio. Entretanto, estas condições favorecem também os fitopatógenos, fazendo com que a cura no armazenamento da batata (principalmente da batata-semente) deva ser feita em temperatura abaixo de 15ºC e umidade abaixo de 90%.

O tubérculo passa por um período de dormência compreendido entre a colheita e o início de brotação. Não existe correlação entre período de dormência e ciclo da planta ou teor de sólidos solúveis no tubérculo. Além da cultivar, outros fatores que afetam o período de dormência são:

1 - maturidade do tubérculo na colheita: quanto mais maduro o tubérculo, menor será o período de dormência;
2 - condições ambientais durante o cultivo: o período de dormência dos tubérculos tende a ser menor quando a batata é cultivada em dias curtos e em temperaturas altas;
3 - condições de armazenamento: em temperaturas baixas, o período de dormência é maior.

Fonte: Batata.net

Batata - Cultivo

A batata (Solanum tuberosum L.), também conhecida como batatinha ou batata-inglesa, é nativa da América do Sul, da Cordilheira dos Andes, onde foi consumida por populações nativas em tempos que remontam a mais de 8.000 anos. Foi introduzida na Europa por volta de 1570 provavelmente através de colonizares espanhóis, tornando-se importante alimento principalmente na Inglaterra, daí o nome batata-inglesa. Por volta de 1620, foi levada Europa para a América do Norte, onde tornou-se alimento popular. Atualmente, a batata ocupa o 4º lugar entre os alimentos mais consumidos do mundo, sendo superada apenas pelo trigo, arroz e milho.

No Brasil, o cultivo mais intenso da batata, juntamente com outras hortaliças, iniciou-se na década de 1920, no cinturão verde de São Paulo. Hoje, a batata é considerada a principal hortaliça no país, tanto em área cultivada como em preferência alimentar. A área plantada anualmente está em torno de 170.000 ha, com produção superior a 2.500.000 t/ha. As Regiões Sul e Sudeste (PR, SC, RS, MG e SP) são as principais produtoras, contribuindo com aproximadamente 98% da área plantada com batata no Brasil. Estado como Paraíba, Bahia, Pernambuco, Mato Grosso do Sul, Sergipe e o Distrito Federal produzem batata em microclimas específicos ou durante épocas do ano com temperaturas e/ ou pluviosidade baixas.

A - Planta completa; B - Inflorescência; C - Tubérculo; D - Tubérculo cortado longitudinalmente.

Graças a um melhor domínio das técnicas de cultivo, especialmente com uso de batata - semente de melhor qualidade e com irrigação, a produtividade nacional aumentou quase 40% do início da década de 1970 até o final da década de 80, o que levou a um aumento da produção total da ordem de 15%, mesmo com uma redução da área plantada.

Veja na Tabela 1 o valor alimentício estimado da batata a partir de 100g de tubérculos com casca, preparados de diferentes maneiras.

Apesar da crença popular de que a batata só contém carboidratos, seus tubérculos contêm proteínas de alta qualidade, além de considerável quantidade de vitaminas e sais minerais. O teor de proteínas é duas vezes superior ao da mandioca; 100g de batata cozida conseguem suprir até 13% da quantidade diária de proteína recomendada para crianças e até 7% para adultos. Além disso, a batata possui um balanço adequado de proteína e energia: quem consome batata suficiente para seu suprimento de energia recebe também uma quantidade significativa de proteína. Com isso, a batata necessita menor complementarão protéica que outras raízes e tubérculos e muitos cereais. Adicionalmente, a batata é boa fonte de vitamina C e de algumas vitaminas do complexo B, especialmente niacina, tiamina e vitamina B6. Entre os alimentos energéticos, a batata é o mais rico em niacina. A batata ainda é razoável fonte de ferro, boa fonte de fósforo e magnésio e ótima fonte de potássio. Seu baixo conteúdo de sódio a credencia para dietas que exigem baixo teor de sal.

Fonte: Batata.net

23 dezembro, 2012

Embrapa e Emater-PA buscam elevar produtividade da pimenta-do-reino

Um projeto desenvolvido em parceria entre a Embrapa Amazônia Oriental (Belém/PA) e a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater/PA) pretende aumentar a qualidade e a produtividade da pimenta-do-reino. O Pará é responsável por aproximadamente 80% da produção nacional, sendo o Brasil um dos maiores produtores da especiaria no mundo.

O projeto reúne dez boas práticas já existentes e recomendadas, que usam tecnologias disponíveis para aumentar a produção, longevidade do cultivo e melhorar a qualidade do produto final.

A intenção do projeto é aumentar a média de produtividade, que hoje é de 2,5 kg por planta. No entanto, segundo pesquisadores da Embrapa, já existem tecnologias que permitem o aumento de produtividade superior a 3,5 kg por planta, além de elevar a longevidade do cultivo.

O projeto conta ainda com a parceira da Associação Brasileira de Produtores e Exportadores de Pimenta-do-reino (Abep).

Entre agosto de 2011 e agosto de 2012, as vendas externas brasileiras de pimenta-do-reino ultrapassaram a receita de US$ 200 milhões, com 50 mil toneladas exportadas e uma área plantada de 20 mil hectares.

Fonte: Globo Rural

Mistura de etanol à gasolina deve voltar a 25% em maio de 2013

A porcentagem de etanol anidro adicionado à gasolina, atualmente em 20%, deve voltar a patamares de 2010, quando a mistura era de 25%. A afirmação partiu dos líderes do setor sucroenergético, que já prevêem uma safra melhor para a temporada 2013/2014, que começa oficialmente em abril de 2013. Outro fator que deve animar o Ministério das Minas e Energia a anunciar os 25% é a crescente produtividade dos canaviais nacionais, a primeira vez nas últimas cinco safras.

O presidente interino da União das Indústrias de Cana-de-Açúcar, Antonio de Pádua Rodrigues, acredita que o ministério esteja esperando apenas o início da safra e as primeiras estimativas oficiais para anunciar a medida, o que deve ocorrer em meados de maio ou junho. "É uma questão de tempo, pouco tempo e irreversível", disse o executivo. "O governo vai primeiro sentir o cenário para assegurar que será possível voltar à mistura de 25% e nós, do setor, estamos certos de que a próxima safra vai dar subsídio para a decisão do governo", diz.

Pádua diz que já nesta temporada, os investimentos feitos em canaviais, cerca de R$ 3,4 bilhões, já estão mostrando resultados positivos e que pelo menos 40% dos canaviais foram renovados. "A produtividade também voltou a crescer após cinco safras de declínio. Estamos apenas começando ver os resultados dos investimentos e, na próxima safra, teremos condições ainda melhores, se o clima ajudar", afirma. A expectativa é que a produtividade dos canaviais chegue perto das 80 toneladas de cana por hectare na próxima temporada. Atualmente, está em 74 toneladas por hectare.

O consultor Plínio Nastari, da Datagro Consultoria, diz que a volta dos 25% de etanol anidro à gasolina vai mexer um tanto com o mix de produção, já que a demanda será de aproximadamente 2 bilhões de anidro, o que consumiria 24 a 25 milhões de toneladas de cana-de-açúcar. A produção de etanol anidro na safra 2012/2013 está estimada em 8,30 bilhões de litros.

Fonte: Globo Rural

Ibama libera pulverização aérea de agrotóxico sob condições

Uma decisão conjunta do presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e do secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, divulgada nesta quarta-feira (3/10) no Diário Oficial da União (DOU), suspende temporariamente a proibição da pulverização área dos agrotóxicos que contenham os ativos imidacloprido, clotianidina, fipronil e tiametoxam.

O uso de produtos comerciais que contenham as moléculas foi liberado até junho do próximo ano para pulverização aérea em lavouras de arroz, cana-de-açúcar, soja e trigo. Na justificativa para a medida, o governo diz que leva em conta o reconhecimento pela Defesa Agropecuária quanto à necessidade de um prazo para que "os agricultores busquem alternativas aos produtos ou à forma de aplicação destes (princípios ativos) em algumas culturas".

A proibição aos agrotóxicos foi uma decisão unilateral do Ibama, baixada por meio de "Comunicado", publicado no Diário Oficial em 19 de julho deste ano, que restringiu a aplicação por meio de aviões de mais de 50 produtos comerciais que contém um dos quatro princípios ativos. A decisão que desagradou os produtores rurais levou em conta o princípio de precaução e os "efeitos adversos a abelhas associados a agrotóxicos, observados em estudos científicos e em diversas partes do mundo".

No comunicado de julho, o Ibama exigiu que as embalagens dos agrotóxicos contenham folheto complementar ou etiqueta com uma frase comunicando que o produto é tóxico para abelhas e que a aplicação aérea não é permitida. O Ibama também proibiu na ocasião a aplicação em época de floração e "imediatamente antes do florescimento ou quando for observada visitação de abelhas na cultura", deixando claro que o descumprimento das determinações constitui crime ambiental, sujeito a penalidades.

Na última sexta-feira (28/9), às vésperas de a proibição da pulverização aérea ser revista temporariamente, o Ibama divulgou no Diário Oficial um novo comunicado, complementar ao baixado em julho, informando que a partir do dia 17 deste mês os produtos comercializados devem conter a frase de advertência, que se for mantida ainda proíbe o uso dos princípios ativos.

Condições

A decisão publicada nesta quarta-feira no DOU, por meio de "Ato" estabelece várias condições, como aplicações aéreas apenas em alturas inferiores a 4 metros. No caso das lavouras de soja, será permitida uma única aplicação aérea durante todo o ciclo da cultura para o controle de pragas agrícolas em especial os percevejos (Piezodorus guildinii, Euschistus heros, Nezara viridula). Nos campos de sementes de soja serão permitidas duas aplicações para o controle das pragas.

O Ato também estabelece que na região Centro-Oeste (MT e GO) a pulverização somente poderá ser feita entre de 20 de novembro deste ano e 1º de janeiro de 2013. Na região Norte a pulverização está liberada de 1º de janeiro a 20 de fevereiro de 2013; e na região Sul, de 1º de dezembro de 2012 a 15 de janeiro de 2013.

Nas lavouras de cana-de-açúcar, a pulverização aérea será permitida uma única aplicação durante todo o ciclo da cultura, a ser realizada 30 dias antes da colheita, quando houver a impossibilidade de entrada de equipamentos terrestres, para controle da cigarrinha da raiz (M. fimbriolata).

O governo exige que, para promover as pulverizações, os produtores rurais deverão notificar os apicultores localizados em um raio de 6 quilômetros das propriedades onde os produtos serão aplicados, com antecedência mínima de 48 horas. As empresas de aviação agrícola estão obrigadas a enviar mensalmente ao Ministério da Agricultura e ao Ibama relatórios operacionais das aplicações aéreas feitas com estes produtos.

De acordo com a decisão, a ocorrência de qualquer fenômeno relacionado à mortandade de polinizadores ou a colapso de colmeias ocorridos em decorrência da aplicação dos agrotóxicos por aeronaves deverá ser notificada imediatamente às autoridades. A qualquer momento e por ação motivada, o Ministério da Agricultura ou o Ibama poderão revogar a autorização provisória.

Périplo

Para conseguir reverter a decisão do Ibama, as lideranças dos produtores rurais e parlamentares recorreram aos ministérios da Agricultura e Meio Ambiente, mas só obtiveram sucesso quando foram expor o problema à ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, que se comprometeu buscar solução para o impasse entre os diversos setores do governo.

Na ocasião, o presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja), Glauber Silveira, taxou a proibição como "absurda e inexplicável", alertando para os riscos de perdas nas lavouras em anos chuvosos, quando os produtores recorrem à pulverização aérea por causa da dificuldade do uso de tratores. Produtor de soja em Campos de Júlio, no noroeste de Mato Grosso, Silveira afirmou que há alguns anos produz mel em sua propriedade e até agora a pulverização das lavouras não prejudicou as colmeias.

O presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, deputado federal Homero Pereira (PSD-MT), argumenta que a proibição da pulverização aérea "tira a competitividade de algumas lavouras" e diz que a medida demonstra uma "guerra interna entre ministérios, com o Meio Ambiente tentando inibir a produção em escala, porque quem pratica pulverização aérea é a agricultura empresarial, não a familiar".

Fonte: Globo Rural

BP Biocombustíveis investe R$ 716 milhões e dobra capacidade da Unidade Tropical

A BP Biocombustíveis anuncia que investirá R$ 716 milhões na ampliação da Tropical, uma das três unidades de processamento de cana-de-açúcar da companhia no Brasil. A Tropical está localizada na cidade de Edéia, em Goiás. O projeto terá início em 2013 e estima-se que deve gerar cerca de 7.650 empregos diretos e indiretos, considerando implantação e operação.

Com o investimento, a capacidade de processamento de cana-de-açúcar da Tropical será elevada de 2,5 milhões para 5 milhões de toneladas por ano, aproximadamente. A unidade deverá operar a plena capacidade até 2014/2015.

Mario Lindenhayn, presidente da companhia no Brasil, acredita que a ação é um marco estratégico na melhoria da eficiência operacional e no crescimento de oportunidades para a empresa.

Fonte: Globo Rural

Embrapa estuda bagaço de cana e capim para produzir etanol celulósico

Objetivo é desenvolver processo sustentável integrado de produção do biocombustível.

Estudar a produção do etanol celulósico do início ao fim é o objetivo do projeto de pesquisa liderado pela Embrapa Agroenergia. A proposta é desenvolver um processo sustentável integrado de produção do biocombustível a partir de bagaço de cana-de-açúcar e capim-elefante.

Segundo a pesquisadora da iniciativa, Cristina Machado, a ideia é fazer desse projeto a base para uma plataforma de pesquisa sobre etanol celulósico (2ª geração - 2G) na Embrapa. “Embora já se saiba como produzir etanol celulósico, ainda é preciso reduzir os custos de produção para que o produto chegue ao mercado, aumentando a oferta de biocombustíveis no país. Além disso, o tempo gasto em todas as etapas do processo de produção é bem maior do que o do etanol obtido do caldo da cana-de-açúcar” disse.

O projeto da Embrapa atuará em várias frentes: desenvolvimento de métodos analíticos mais rápidos e eficientes para a caracterização das matérias-primas; teste de vários métodos de pré-tratamento da biomassa, bem como de hidrólise enzimática; fermentação; destino de coprodutos e resíduos, principalmente pentoses, vinhaça e lignina; análise de pré-viabilidade econômica. Para dar conta de todo o trabalho, boa parte da equipe de Pesquisa, Desenvolvimento & Inovação da Embrapa Agroenergia (Brasília, DF) está envolvida no projeto. “Hoje temos uma equipe muito qualificada, que nos permite enfrentar um desafio como esse”, disse Cristina.

Fonte: Globo Rural

Empresários rurais devem recolher contribuição sindical rural até 31/01

A Federação da Agricultura do Estado de Santa Catarina (Faesc), em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e os Sindicatos rurais, alerta que o prazo para os produtores rurais, pessoa jurídica, recolherem a contribuição sindical rural do exercício 2013 encerra no dia 31 de janeiro.

São considerados pessoa jurídica os produtores rurais que possuem imóvel rural ou empreendem, a qualquer título, atividade econômica rural, enquadrados como “empresários” ou “empregadores rurais”. A contribuição é um tributo obrigatório, previsto na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), regulamentada pelo Decreto nº 1.166, de 15 de abril de 1971.

“O pagamento deverá ser efetuado impreterivelmente até o dia 31 de janeiro, em qualquer estabelecimento integrante do sistema nacional de compensação bancária. A falta de recolhimento constituirá o produtor rural em mora e o sujeitará ao pagamento de juros, multa e atualização monetária previstos no artigo 600 da CLT”, observa o presidente da Faesc, José Zeferino Pedrozo.

As guias foram emitidas com base nas informações prestadas pelos contribuintes nas Declarações do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR), repassadas à CNA pela Secretaria da Receita Federal do Brasil, com amparo no que estabelece o artigo 17 da Lei nº 9.393, de 19 de dezembro de 1996.

O documento foi remetido, via postal, para os endereços indicados nas respectivas declarações. Em caso de perda, de extravio ou de não recebimento da guia de recolhimento, o contribuinte deverá solicitar a emissão da 2ª via à Faesc em até cinco dias úteis antes da data do vencimento. Ou ainda obter diretamente pela internet, no site da CNA (www.canaldoprodutor.com.br).

Eventuais impugnações administrativas contra o lançamento e cobrança da contribuição deverão ser feitas no prazo de 30 dias, contados do recebimento da guia, por escrito, perante a CNA, situada no SGAN Quadra 601, Módulo K, Edifício CNA, Brasília – Distrito Federal, CEP.: 70.830-903.

O protocolo das impugnações poderá ser feito pelo contribuído na sede da CNA, da FAESC ou enviado por correio. O sistema sindical rural é composto pela CNA, pelas Federações Estatuais de Agricultura e/ou Pecuária e pelos Sindicatos Rurais e/ou de Produtores Rurais.

Fonte: Agrolink

Moagem da cana-de-açúcar chega ao fim em MT

Usinas finalizam trabalhos. Mesmo com qualidade prejudicada pelas chuvas, volume colhido garante estoque na entressafra.

A indústria sucroalcooleira de Mato Grosso encerrou nesta semana a moagem da safra 2012. Com o fim do trabalho de colheita e processamento, tem início a entressafra da cultura. Mesmo com alguns problemas observados na qualidade da cana-de-açúcar, foi possível produzir o volume estimado de etanol que, segundo o setor, é suficiente para garantir a passagem de um ciclo para outro, ou seja, atender à demanda até o reinício da atividade em meados de março do ano que vem.

A garantia de abastecimento, pelo menos, na teoria inibe futuras altas pela pressão da entressafra até o primeiro trimestre do próximo ano. Conforme a Agência Nacional do Petróleo (ANP), de janeiro a outubro deste ano, pouco maios de 292 milhões de litros foram consumidos no Estado, menor volume dos últimos três anos.

Como explica o diretor executivo do Sindicato das Indústrias Sucroalcooleiras de Mato Grosso (Sindalcool), Jorge dos Santos, as chuvas que se mantiveram sobre o Estado até meados de junho, favoreceram o desenvolvimento do milho, mas prejudicaram a qualidade, o rendimento da cana. “Colhemos volume, mas a qualidade não foi muito boa. Tivemos de moer cerca de 700 mil toneladas a mais nesta reta final do ano para fazer o mesmo volume de etanol do ano passado e garantir o abastecimento do Estado. Mais uma vez cumprimos nosso compromisso de não deixar faltar o combustível em Mato Grosso”. Como ressalta o executivo, além de garantir a média de 900 milhões de litros de etanol neste ciclo, esta entressafra será mais curta, pois já há previsão de que algumas usinas retomem as atividades ainda em março.

O segmento encerra 2012 em um cenário oposto ao registrado no ano anterior, quando a safra foi encerrada de forma excepcional em meados de outubro por falta de cana, devido à quebra de produção. As mesmas chuvas que tiraram parte do rendimento da safra 2012 é a mesma que beneficiou os canaviais que serão colhidos no próximo ano e por isso a previsão é de que somente em 2013, dez anos depois, a safra mato-grossense retome o volume contabilizado no ciclo 2002/03, de 16 milhões toneladas (t).

Conforme uma prévia do Sindalcool realizada junto às dez usinas em atividade no Estado, na semana passada, a safra encerra com ganho de 4,86% sobre o volume colhido no ano anterior, de 14,40 mil t para 15,10 mil t, esse último refere-se até novembro. Com relação à produção do etanol, a média de 890 milhões de litros a 900 milhões será mantida e como houve a necessidade de transformar mais cana em etanol, a produção de açúcar passou de 487 mil t para 480 mil.

MERCADO

Sobre novas altas ao preço final do etanol hidratado – o álcool combustível – Santos frisa que não é possível descartar, já que em meados deste mês as usinas, como forma de conter o aumento de custo provocado pela adição de 700 mil t, ampliaram em cerca de R$ 0,05 o litro, mas na bomba o efeito se multiplicou em até R$ 0,24.

Fonte: Agrolink

11 novembro, 2012

Bidens pilosa - Picão preto

Pico pico, fura capa

Sinônimos

Bidens leucantha, Bidens quadrangularis, Bidens subalternans, Coreopsis leucantha, Kerneria dubia e Kerneria tetragona

Descrição

É uma das mais sérias infestantes de lavouras anuais. Uma única planta chega a produzir 3.000 a 6.000 sementes, que germinam assim que atingem a maturação, o que garante de 3 a 4 gerações anuais. Além disto, podem resistir de 3 a 5 anos quando enterradas no solo. É hospedeira de nematóides dos gêneros Meloidogyne e Pratylenchus.

Fonte: AGROLINK (http://www.agrolink.com.br)

Ageratum conyzoides - Mentrasto

Picão roxo, catinga de bode, erva de são joão

Sinônimos

Ageratum obtusifolium, Ageratum maritimum, Ageratum mexicanum e Cacalia mentrasto

Descrição

Planta invasoras largamente disseminada em todas as regiões agrícolas do país, infestando principalmente lavouras anuais. É considerada plantas invasora na maioria dos países tropicais. Uma única planta pode produzir 40 mil sementes, metade das quais germinam logo que atingem a maturidade.

Fonte: AGROLINK (http://www.agrolink.com.br)

Safra de grãos 2012/13 pode chegar a 181,55 milhões de toneladas

A estimativa para a produção de grãos no período 2012/13 deve ficar entre 176,82 e 181,55 milhões de toneladas, de acordo com o segundo levantamento de safra divulgado nesta quinta-feira, 8 de novembro, pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em Brasília. O valor representa um aumento entre 6,4% e 9,3% comparado à safra passada, que chegou a 166,17 milhões de toneladas.

A soja é o destaque entre as culturas quanto ao crescimento de produção, com acréscimo estimado entre 13,71 milhões e 16,61 milhões de toneladas em relação à safra anterior. Já o milho primeira safra apresentou uma elevação entre 216,6 mil e 1,52 milhão de toneladas, enquanto o feijão primeira safra deve variar entre -1,4 mil e 49,3 mil toneladas – resultado dos altos preços do grão no mercado, que ocorre devido à quebra de safra dos principais países exportadores.

Quanto aos efeitos climáticos sobre o plantio de culturas, a demora do início das chuvas ainda não é um parâmetro a ser avaliado, de acordo com o secretário substituto de Política Agrícola do Mapa, Edílson Guimarães. "As chuvas podem se estender e ainda é cedo para afirmar que o clima vá afetara produção de grãos", destacou.

Quanto à estimativa de área cultivada, esta deve ficar entre 50,89 e 52,22 milhões de hectares, resultado que indica desde a manutenção a um aumento de 2,6% de área em relação ao período 2011/12.

A soja foi o grão que apresentou crescimento de área, em comparação com o estudo das culturas de algodão, arroz, feijão primeira safra e milho primeira safra. A variação é de 5,5% a 9,3% acima do obtido na safra anterior, quando foram cultivados 25,04 milhões de hectares.

Participaram do levantamento cerca de 50 técnicos da Conab que foram a campo nas principais regiões produtoras do país, no período de 22 a 26 de outubro.

Fonte: Ministério da Agricultura

10 novembro, 2012

Ações de política para leite são apresentadas ao ministro

Entre as propostas, o setor busca melhoria na defesa comercial, capacitação e assistência técnica, políticas de crédito e tributação.

As ações prioritárias da Política Nacional do Leite foram entregues aos ministros da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Mendes Ribeiro Filho, e do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas, nesta quinta-feira (8), na sede da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), em Brasília. O documento é resultado dos debates que ocorreram, nos últimos dois dias, durante a I Conferência Nacional do Leite, que reuniu representantes da cadeia produtiva do segmento para discutir as propostas que irão auxiliar na elaboração de uma política para o desenvolvimento do setor.

De acordo com Mendes Ribeiro Filho, o Governo Federal busca um diálogo com a Argentina e o Uruguai com o objetivo de manter os acordos bilaterais e preservar o produtor brasileiro. “Essas contribuições que recebo para o crescimento do setor leiteiro são valiosas, uma vez que ajudam o governo a cumprir seu papel de forma mais qualificada. O Estado está disposto a estender a mão ao produtor e mostrar que vale a pena produzir nessa terra. Vamos juntos discutir a política Nacional do leite e em conjunto com o setor avançaremos cada vez mais”, destaca.

Propostas

Estão divididas em 11 temas: sanidade; defesa comercial; capacitação e assistência técnica; políticas de crédito; tributação; infraestrutura e logística; promoção comercial; legislação; fiscalização; pesquisa e desenvolvimento e organização do setor.

Entre elas, em destaque está o reforço para a restrição das importações de leite em pó e queijo de países do Mercosul, a partir da renovação de cotas para a entrada destes produtos no Brasil.

Na questão tributária, uma dos itens abordados foi o fim da cobrança de PIS/Cofins sobre rações e suplementos usados na alimentação do rebanho.

O presidente da Comissão Nacional de Pecuária de Leite da CNA, Rodrigo Alvim, enfatizou que a idéia é criar uma política para o setor leiteiro brasileiro, que permita um crescimento ainda maior no setor. “Já somos o quinto maior produtor de leite do mundo e, atualmente, produzimos 32 bilhões de litros por ano”, lembrou.

Fonte: Ministério da Agricultura

09 novembro, 2012

Vendas balcão de milho somam 326,9 mil toneladas até agosto

Dois dos segmentos mais afetados pela seca nas regiões Nordeste e Sul do País, os pequenos produtores avícolas e de suínos têm recorrido aos leilões da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para a compra de milho. O resultado foram as negociações de 326,9 mil toneladas por meio de Venda Balcão entre janeiro e agosto deste ano, valor 147% superior as 132,2 mil toneladas adquiridas no mesmo período de 2011.

A Venda Balcão é um programa da Conab que comercializa milho em grãos a preço subsidiado para pequenos criadores rurais e agroindústrias de pequeno porte. As negociações por essa modalidades foram tão altas este ano que superam todas as realizadas nos doze meses do ano passado, quando atingiram 236,8 mil toneladas com valor total de R$ 89,9 milhões.

Comparando com os oito primeiros meses de 2011, o valor das comercializações praticamente dobrou: passou de R$ 65,4 milhões para R$ 127,3 milhões em 2012. Outro aumento expressivo foi quanto ao número de clientes, de 48 mil (2011) para 76,9 mil (2012), assim como também houve elevação da venda média por comprador de 2,7 toneladas (2011) para 4,2 toneladas (2012).

O Rio Grande do Sul foi o estado onde houve o maior número de aquisições do produto, com 85,2 mil toneladas compradas até agosto deste ano. Em seguida vem Santa Catarina (74,5 mil toneladas), Ceará (46,9 mil toneladas), Rio Grande do Norte (31,2 mil toneladas), Piauí (18,2 mil toneladas) e Paraíba (18,1 mil toneladas).

De acordo com o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Mendes Ribeiro Filho, o Governo Federal tem feito um grande esforço para auxiliar os pequenos produtores das regiões afetadas pela estiagem. “Por isso a prioridade tem sido a realização de vendas balcão a preços abaixo do mercado. É preciso continuar oferecendo alternativas aos que dependem do milho para alimentar o rebanho”, afirmou.

Fonte: Ministério da Agricultura

Acanthospermum hispidum - Carrapicho de carneiro

Espinho de carneiro, chifre de veado, espinho de cigano

Sinônimo

Acanthospermum humile

Descrição

É uma séria infestante de lavouras anuais e perenes, sendo muito temível em lavouras de algodão, onde seus frutos aderem à fibra durante a colheita, desvalorizando-a grandemente. Planta invasora de difícil controle.

Fonte: AGROLINK (http://www.agrolink.com.br)

Ipomoea purpurea - Corda de viola

Corriola, campainha, jetirana

Sinônimos

Convolvulus purpureus, Convolvulus intermedius, Convolvulus sanguineus, Convolvulus superbus, Ipomoea discolor, Ipomoea glandulifera, Ipomoea hispida, Ipomoea intermedia, Ipomoea zuccagni, Pharbitis purpurea e Pharbitis hispida

Descrição

Grupo de plantas invasoras muito comum, infestando lavouras anuais em praticamente todas as regiões agrícolas do pais. As plantas deste gênero são muito prejudiciais às lavouras anuais em função da dificultando que impõe a colheita mecanizada, além de manter os ambientes com alta umidade nas lavouras. São muito difíceis de serem controladas.

Fonte: AGROLINK (http://www.agrolink.com.br)

Ipomoea aristolochiaefolia - Corda de viola

Campainha, corriola

Sinônimos

Convolvulus aristolochiafolius, Ipoema concinna, Ipomoea cordata, Ipoema peckolti e Ipoema turkeimii

Descrição

É uma das plantas daninhas mais sérias de culturas anuais e perenes das regiões Centro e Sul do país. É particularmente indesejada em lavouras de cereais devido a dificuldade causada à colheita mecânica, além de conferir alta umidade aos grãos. Por outro lado é muito difícil de ser controlada.

Fonte: AGROLINK (http://www.agrolink.com.br)

Amaranthus hybridus - Caruru roxo

Caruru branco, crista de galo

Sinônimos

Amaranthus chlorostachys, Amaranthus hybridus var. hypocondriacus, Amaranthus hybridus ssp hypocondriacus var. chlorostachys, Amaranthus hypocondriacus, Amaranthus incurvatus e Amaranthus quitensis

Descrição

Planta invasora muito frequente, infestando principalmente culturas anuais, pomares, cafezais e terrenos baldios. Apresenta uma grande capacidade reprodutiva com uma única planta chegando a produzir até 117 mil sementes. É um hospedeiro alternativo de nematóides do gênero Meloidogyne e do vírus do masaico do fumo.

Fonte: AGROLINK (http://www.agrolink.com.br)

Portulaca oleracea - Beldroega

Bredo de porco, verdolaga

Sinônimos

Portulaca parviolia, Portulaca sativa, Portulaca latifolia, Portulaca marginata, Portulaca retusa, Portulaca neglecta e Portulaca officinarum

Descrição

Planta invasora muito comum em culturas anuais, pomares, jardins, hortas, viveiros de mudas e cafezais. Uma planta pode produzir 10 mil sementes, que podem permanecer dormentes no solo por mais de 20 anos. As sementes germinam a partir de 5 cm de profundidade, durante todo o ano. Quando em presença de pouca luz, apresenta crescimento ereto ao invés de prostrado.

Fonte: AGROLINK (http://www.agrolink.com.br)

Euphorbia heterophylla - Amendoim bravo

Leiteira, flor de poetas, café do diabo

Sinônimos

Euphorbia elitica, Euphorbia frangulaefolia, Euphorbia geniculata, Euphorbia zonosperma, Poinsettia geniculata e Poinsettia heterophylla

Descrição

É uma das plantas invasoras mais temidas pelos produtores, em função da dificuldade de controle, sendo freqüente em todo o pais. Suas sementes germinam durante o período quente do ano, emergindo de até 12 cm de profundidade e mantendo a viabilidade germinativa por vários anos, mesmo quando enterradas.

Fonte: AGROLINK (http://www.agrolink.com.br)