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28 dezembro, 2012

Chove em todas as regiões do país nesta sexta-feira

Alerta para trovoadas isoladas no Centro-Oeste e no Sul.

A previsão é de pancadas de chuva e trovoadas isoladas em Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal. O alerta do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) é válido para esta sexta-feira, 29 de dezembro.

Na região Nordeste, pancadas de chuva isoladas no Piauí; oeste do Maranhão; litoral, mata e oeste de Pernambuco; e sul e oeste da Bahia. A previsão é a mesma para Amazonas, Pará, Amapá, Acre, Rondônia e Tocantins.

Céu parcialmente nublado a nublado com pancadas de chuva no Rio de Janeiro, São Paulo e oeste, sul e sudeste de Minas Gerais. Na região Sul, pancadas de chuva – por vezes forte – e trovoadas isoladas no Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Fonte: MAPA

Produtores de soja têm orientações para evitar ferrugem asiática em GO

São feitos testes de graça para verificar a incidência do problema. Área plantada de soja é de 290 mil hectares em Rio Verde.

Um projeto do Sindicato Rural de Rio Verde, em Goiás, ajuda os agricultores a combater a ferrugem asiática, uma das principais doenças da soja. São feitos testes de graça para verificar a incidência do problema.

A área plantada de soja é de 290 mil hectares em Rio Verde, no sudoeste do estado. Segundo o IBGE, a estimativa é colher mais de 900 mil toneladas nesta safra de verão. Os agricultores que tiveram problemas com a falta de chuva durante o plantio têm a preocupação com a ferrugem asiática. A doença aparece nesta época. O fungo ataca durante o florescimento e enchimento dos grãos.

Segundo os técnicos, o momento é de alerta. O risco da doença é maior por causa do clima, que está quente e úmido. Por isso, a recomendação é fazer o monitoramento da lavoura. As amostras levadas ao laboratório são analisadas praticamente na hora e o resultado é imediato.

Na safra de verão passada, o laboratório foi responsável pela pesquisa de mais de 1,2 mil análises e foram encontrados 37 focos de ferrugem asiática. Este ano, nenhum caso foi registrado, mas não há boa previsão.

“Esse ano, nós começamos a plantar. Depois, paramos. E recomeçamos. O produtor tem que fazer o controle preventivo na primeira para não passar para a segunda. O produtor não pode deixar multiplicar o fungo, que é devastador”, diz Antônio Carlos Bernardes, diretor do laboratório.

Esse trabalho de análise é realizado pelo Sindicato Rural há cinco anos.

Fonte: G1

Ibama doa mais de 300 m³ de madeira para o Sistema Penitenciário do PA

Carga é destinada à produção de móveis para penitenciárias do Pará. Madeira doada é resultado de apreensões durante operação em 2010.

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama/PA), doou mais de 300 metros cúbicos de madeira beneficiada à Superintendência do Sistema Penitenciário do Estado (Susipe) na tarde da última quarta-feira (19). O material equivale a oito caminhões carregados de madeira.

A madeira doada é proveniente de apreensões realizadas em 2010. A ação, conhecida como operação Delta, foi um trabalho conjunto do Ibama, Polícia Federal, Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio), Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam) e Força Nacional.

A carga é formada por tipos nobres como maçaranduba, muiracatiara e jatobá e foi destinada à produção de móveis e mobília para o sistema penitenciário do Pará.

De acordo com o Superintendente da Susipe, André Cunha, a aquisição resulta em economia de matéria-prima e aumento de produção nas unidades.

“A matéria-prima é o item mais caro para a confecção desses móveis e essa doação representa uma economia substancial. Além de ter uma madeira de qualidade para a produção destes itens, podemos contribuir para aumentar a nossa capacidade de produção e gerar mais postos de trabalho para a população carcerária”, explica.

Para a produção dos móveis, a Susipe distribuirá a matéria-prima entre as seguintes unidades prisionais: Presídio Estadual Metropolitano I (PEM I), Centro de Recuperação Penitenciário do Pará II (CRPP II), Centro de Recuperação do Coqueiro (CRC) e Centro de Recuperação Regional de Paragominas (CRRPA), já que ambas possuem marcenaria.

Fonte: G1

24 dezembro, 2012

Produtores de soja estão otimistas com plantio da safra 2012/13

Os agricultores estão animados com os bons prognósticos para o plantio da soja na safra 2012/13, que começa a ser semeada em setembro. Muito desse cenário se deve ao preço, que nunca esteve tão alto. Na semana passada, o preço do grão bateu US$ 17,57 por bushel (27,2155 kg) na bolsa de Chicago, uma valorização de 15% desde o início do mês, quando uma forte seca atingiu as lavouras nos Estados Unidos, a pior desde 1988.

No caso da soja, relatório do dia 10 de julho do Departamento de Agricultura americano aponta uma quebra de 7% na produção, ou seja, os Estados Unidos deixariam de colher 4,5 milhões de toneladas (t), de uma safra estimada em 87 milhões de toneladas. Entretanto, a situação das lavouras americanas vem piorando e a colheita seguramente será menor. Por isso, os preços explodiram. Na avaliação do assessor econômico da Secretaria de Política Agrícola (SPA) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Sávio Pereira, esse cenário impactará no aumento da safra 2012/13 de soja. Segundo ele, o país caminha para plantar a maior safra de todos os tempos, que pode levar o Brasil a superar os Estados Unidos e se tornar o maior produtor de soja do mundo.

Dados do décimo levantamento divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), no início deste mês, mostram que a área de soja plantada no Brasil foi de 25 milhões de hectares e a produção estimada de 66 milhões de toneladas. Se não tivesse havido a quebra da safra, por conta da estiagem nas regiões produtoras, a produção certamente chegaria a 78 milhões de toneladas, calcula Pereira. Para o próximo ano, poderá atingir 82 milhões de t, comparativamente a atual safra americana projetada em 83 milhões de toneladas, mas que poderá ficar abaixo de 82 milhões de t, o Brasil ultrapassaria os Estados Unidos na produção de soja.

Em meio ao otimismo, os agricultores brasileiros se preparam para o início do plantio da próxima safra. Condições para isso são disponibilizadas pelo Governo através do acesso ao crédito mais barato para custeio e investimento, por exemplo, e de maior recurso. O Plano Agrícola e Pecuário 2012/13, divulgado pelo Ministério da Agricultura no final de junho, prevê recursos de R$ 115 bilhões para a agricultura empresarial. Desse montante, R$ 86,9 bilhões são para financiar o custeio e a comercialização e R$ 28,2 bilhões para os programas de investimentos. Se comparado ao plano anterior, o aumento dos recursos foi de 7,5%, fundamental para a continuidade do progresso da agricultura brasileira, no entendimento do Governo.

Fonte: Ministério da Agricultura (http://www.agricultura.gov.br)

23 dezembro, 2012

Embrapa e Emater-PA buscam elevar produtividade da pimenta-do-reino

Um projeto desenvolvido em parceria entre a Embrapa Amazônia Oriental (Belém/PA) e a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater/PA) pretende aumentar a qualidade e a produtividade da pimenta-do-reino. O Pará é responsável por aproximadamente 80% da produção nacional, sendo o Brasil um dos maiores produtores da especiaria no mundo.

O projeto reúne dez boas práticas já existentes e recomendadas, que usam tecnologias disponíveis para aumentar a produção, longevidade do cultivo e melhorar a qualidade do produto final.

A intenção do projeto é aumentar a média de produtividade, que hoje é de 2,5 kg por planta. No entanto, segundo pesquisadores da Embrapa, já existem tecnologias que permitem o aumento de produtividade superior a 3,5 kg por planta, além de elevar a longevidade do cultivo.

O projeto conta ainda com a parceira da Associação Brasileira de Produtores e Exportadores de Pimenta-do-reino (Abep).

Entre agosto de 2011 e agosto de 2012, as vendas externas brasileiras de pimenta-do-reino ultrapassaram a receita de US$ 200 milhões, com 50 mil toneladas exportadas e uma área plantada de 20 mil hectares.

Fonte: Globo Rural

Mistura de etanol à gasolina deve voltar a 25% em maio de 2013

A porcentagem de etanol anidro adicionado à gasolina, atualmente em 20%, deve voltar a patamares de 2010, quando a mistura era de 25%. A afirmação partiu dos líderes do setor sucroenergético, que já prevêem uma safra melhor para a temporada 2013/2014, que começa oficialmente em abril de 2013. Outro fator que deve animar o Ministério das Minas e Energia a anunciar os 25% é a crescente produtividade dos canaviais nacionais, a primeira vez nas últimas cinco safras.

O presidente interino da União das Indústrias de Cana-de-Açúcar, Antonio de Pádua Rodrigues, acredita que o ministério esteja esperando apenas o início da safra e as primeiras estimativas oficiais para anunciar a medida, o que deve ocorrer em meados de maio ou junho. "É uma questão de tempo, pouco tempo e irreversível", disse o executivo. "O governo vai primeiro sentir o cenário para assegurar que será possível voltar à mistura de 25% e nós, do setor, estamos certos de que a próxima safra vai dar subsídio para a decisão do governo", diz.

Pádua diz que já nesta temporada, os investimentos feitos em canaviais, cerca de R$ 3,4 bilhões, já estão mostrando resultados positivos e que pelo menos 40% dos canaviais foram renovados. "A produtividade também voltou a crescer após cinco safras de declínio. Estamos apenas começando ver os resultados dos investimentos e, na próxima safra, teremos condições ainda melhores, se o clima ajudar", afirma. A expectativa é que a produtividade dos canaviais chegue perto das 80 toneladas de cana por hectare na próxima temporada. Atualmente, está em 74 toneladas por hectare.

O consultor Plínio Nastari, da Datagro Consultoria, diz que a volta dos 25% de etanol anidro à gasolina vai mexer um tanto com o mix de produção, já que a demanda será de aproximadamente 2 bilhões de anidro, o que consumiria 24 a 25 milhões de toneladas de cana-de-açúcar. A produção de etanol anidro na safra 2012/2013 está estimada em 8,30 bilhões de litros.

Fonte: Globo Rural

Ibama libera pulverização aérea de agrotóxico sob condições

Uma decisão conjunta do presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e do secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, divulgada nesta quarta-feira (3/10) no Diário Oficial da União (DOU), suspende temporariamente a proibição da pulverização área dos agrotóxicos que contenham os ativos imidacloprido, clotianidina, fipronil e tiametoxam.

O uso de produtos comerciais que contenham as moléculas foi liberado até junho do próximo ano para pulverização aérea em lavouras de arroz, cana-de-açúcar, soja e trigo. Na justificativa para a medida, o governo diz que leva em conta o reconhecimento pela Defesa Agropecuária quanto à necessidade de um prazo para que "os agricultores busquem alternativas aos produtos ou à forma de aplicação destes (princípios ativos) em algumas culturas".

A proibição aos agrotóxicos foi uma decisão unilateral do Ibama, baixada por meio de "Comunicado", publicado no Diário Oficial em 19 de julho deste ano, que restringiu a aplicação por meio de aviões de mais de 50 produtos comerciais que contém um dos quatro princípios ativos. A decisão que desagradou os produtores rurais levou em conta o princípio de precaução e os "efeitos adversos a abelhas associados a agrotóxicos, observados em estudos científicos e em diversas partes do mundo".

No comunicado de julho, o Ibama exigiu que as embalagens dos agrotóxicos contenham folheto complementar ou etiqueta com uma frase comunicando que o produto é tóxico para abelhas e que a aplicação aérea não é permitida. O Ibama também proibiu na ocasião a aplicação em época de floração e "imediatamente antes do florescimento ou quando for observada visitação de abelhas na cultura", deixando claro que o descumprimento das determinações constitui crime ambiental, sujeito a penalidades.

Na última sexta-feira (28/9), às vésperas de a proibição da pulverização aérea ser revista temporariamente, o Ibama divulgou no Diário Oficial um novo comunicado, complementar ao baixado em julho, informando que a partir do dia 17 deste mês os produtos comercializados devem conter a frase de advertência, que se for mantida ainda proíbe o uso dos princípios ativos.

Condições

A decisão publicada nesta quarta-feira no DOU, por meio de "Ato" estabelece várias condições, como aplicações aéreas apenas em alturas inferiores a 4 metros. No caso das lavouras de soja, será permitida uma única aplicação aérea durante todo o ciclo da cultura para o controle de pragas agrícolas em especial os percevejos (Piezodorus guildinii, Euschistus heros, Nezara viridula). Nos campos de sementes de soja serão permitidas duas aplicações para o controle das pragas.

O Ato também estabelece que na região Centro-Oeste (MT e GO) a pulverização somente poderá ser feita entre de 20 de novembro deste ano e 1º de janeiro de 2013. Na região Norte a pulverização está liberada de 1º de janeiro a 20 de fevereiro de 2013; e na região Sul, de 1º de dezembro de 2012 a 15 de janeiro de 2013.

Nas lavouras de cana-de-açúcar, a pulverização aérea será permitida uma única aplicação durante todo o ciclo da cultura, a ser realizada 30 dias antes da colheita, quando houver a impossibilidade de entrada de equipamentos terrestres, para controle da cigarrinha da raiz (M. fimbriolata).

O governo exige que, para promover as pulverizações, os produtores rurais deverão notificar os apicultores localizados em um raio de 6 quilômetros das propriedades onde os produtos serão aplicados, com antecedência mínima de 48 horas. As empresas de aviação agrícola estão obrigadas a enviar mensalmente ao Ministério da Agricultura e ao Ibama relatórios operacionais das aplicações aéreas feitas com estes produtos.

De acordo com a decisão, a ocorrência de qualquer fenômeno relacionado à mortandade de polinizadores ou a colapso de colmeias ocorridos em decorrência da aplicação dos agrotóxicos por aeronaves deverá ser notificada imediatamente às autoridades. A qualquer momento e por ação motivada, o Ministério da Agricultura ou o Ibama poderão revogar a autorização provisória.

Périplo

Para conseguir reverter a decisão do Ibama, as lideranças dos produtores rurais e parlamentares recorreram aos ministérios da Agricultura e Meio Ambiente, mas só obtiveram sucesso quando foram expor o problema à ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, que se comprometeu buscar solução para o impasse entre os diversos setores do governo.

Na ocasião, o presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja), Glauber Silveira, taxou a proibição como "absurda e inexplicável", alertando para os riscos de perdas nas lavouras em anos chuvosos, quando os produtores recorrem à pulverização aérea por causa da dificuldade do uso de tratores. Produtor de soja em Campos de Júlio, no noroeste de Mato Grosso, Silveira afirmou que há alguns anos produz mel em sua propriedade e até agora a pulverização das lavouras não prejudicou as colmeias.

O presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, deputado federal Homero Pereira (PSD-MT), argumenta que a proibição da pulverização aérea "tira a competitividade de algumas lavouras" e diz que a medida demonstra uma "guerra interna entre ministérios, com o Meio Ambiente tentando inibir a produção em escala, porque quem pratica pulverização aérea é a agricultura empresarial, não a familiar".

Fonte: Globo Rural

BP Biocombustíveis investe R$ 716 milhões e dobra capacidade da Unidade Tropical

A BP Biocombustíveis anuncia que investirá R$ 716 milhões na ampliação da Tropical, uma das três unidades de processamento de cana-de-açúcar da companhia no Brasil. A Tropical está localizada na cidade de Edéia, em Goiás. O projeto terá início em 2013 e estima-se que deve gerar cerca de 7.650 empregos diretos e indiretos, considerando implantação e operação.

Com o investimento, a capacidade de processamento de cana-de-açúcar da Tropical será elevada de 2,5 milhões para 5 milhões de toneladas por ano, aproximadamente. A unidade deverá operar a plena capacidade até 2014/2015.

Mario Lindenhayn, presidente da companhia no Brasil, acredita que a ação é um marco estratégico na melhoria da eficiência operacional e no crescimento de oportunidades para a empresa.

Fonte: Globo Rural

Embrapa estuda bagaço de cana e capim para produzir etanol celulósico

Objetivo é desenvolver processo sustentável integrado de produção do biocombustível.

Estudar a produção do etanol celulósico do início ao fim é o objetivo do projeto de pesquisa liderado pela Embrapa Agroenergia. A proposta é desenvolver um processo sustentável integrado de produção do biocombustível a partir de bagaço de cana-de-açúcar e capim-elefante.

Segundo a pesquisadora da iniciativa, Cristina Machado, a ideia é fazer desse projeto a base para uma plataforma de pesquisa sobre etanol celulósico (2ª geração - 2G) na Embrapa. “Embora já se saiba como produzir etanol celulósico, ainda é preciso reduzir os custos de produção para que o produto chegue ao mercado, aumentando a oferta de biocombustíveis no país. Além disso, o tempo gasto em todas as etapas do processo de produção é bem maior do que o do etanol obtido do caldo da cana-de-açúcar” disse.

O projeto da Embrapa atuará em várias frentes: desenvolvimento de métodos analíticos mais rápidos e eficientes para a caracterização das matérias-primas; teste de vários métodos de pré-tratamento da biomassa, bem como de hidrólise enzimática; fermentação; destino de coprodutos e resíduos, principalmente pentoses, vinhaça e lignina; análise de pré-viabilidade econômica. Para dar conta de todo o trabalho, boa parte da equipe de Pesquisa, Desenvolvimento & Inovação da Embrapa Agroenergia (Brasília, DF) está envolvida no projeto. “Hoje temos uma equipe muito qualificada, que nos permite enfrentar um desafio como esse”, disse Cristina.

Fonte: Globo Rural

Empresários rurais devem recolher contribuição sindical rural até 31/01

A Federação da Agricultura do Estado de Santa Catarina (Faesc), em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e os Sindicatos rurais, alerta que o prazo para os produtores rurais, pessoa jurídica, recolherem a contribuição sindical rural do exercício 2013 encerra no dia 31 de janeiro.

São considerados pessoa jurídica os produtores rurais que possuem imóvel rural ou empreendem, a qualquer título, atividade econômica rural, enquadrados como “empresários” ou “empregadores rurais”. A contribuição é um tributo obrigatório, previsto na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), regulamentada pelo Decreto nº 1.166, de 15 de abril de 1971.

“O pagamento deverá ser efetuado impreterivelmente até o dia 31 de janeiro, em qualquer estabelecimento integrante do sistema nacional de compensação bancária. A falta de recolhimento constituirá o produtor rural em mora e o sujeitará ao pagamento de juros, multa e atualização monetária previstos no artigo 600 da CLT”, observa o presidente da Faesc, José Zeferino Pedrozo.

As guias foram emitidas com base nas informações prestadas pelos contribuintes nas Declarações do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR), repassadas à CNA pela Secretaria da Receita Federal do Brasil, com amparo no que estabelece o artigo 17 da Lei nº 9.393, de 19 de dezembro de 1996.

O documento foi remetido, via postal, para os endereços indicados nas respectivas declarações. Em caso de perda, de extravio ou de não recebimento da guia de recolhimento, o contribuinte deverá solicitar a emissão da 2ª via à Faesc em até cinco dias úteis antes da data do vencimento. Ou ainda obter diretamente pela internet, no site da CNA (www.canaldoprodutor.com.br).

Eventuais impugnações administrativas contra o lançamento e cobrança da contribuição deverão ser feitas no prazo de 30 dias, contados do recebimento da guia, por escrito, perante a CNA, situada no SGAN Quadra 601, Módulo K, Edifício CNA, Brasília – Distrito Federal, CEP.: 70.830-903.

O protocolo das impugnações poderá ser feito pelo contribuído na sede da CNA, da FAESC ou enviado por correio. O sistema sindical rural é composto pela CNA, pelas Federações Estatuais de Agricultura e/ou Pecuária e pelos Sindicatos Rurais e/ou de Produtores Rurais.

Fonte: Agrolink

Moagem da cana-de-açúcar chega ao fim em MT

Usinas finalizam trabalhos. Mesmo com qualidade prejudicada pelas chuvas, volume colhido garante estoque na entressafra.

A indústria sucroalcooleira de Mato Grosso encerrou nesta semana a moagem da safra 2012. Com o fim do trabalho de colheita e processamento, tem início a entressafra da cultura. Mesmo com alguns problemas observados na qualidade da cana-de-açúcar, foi possível produzir o volume estimado de etanol que, segundo o setor, é suficiente para garantir a passagem de um ciclo para outro, ou seja, atender à demanda até o reinício da atividade em meados de março do ano que vem.

A garantia de abastecimento, pelo menos, na teoria inibe futuras altas pela pressão da entressafra até o primeiro trimestre do próximo ano. Conforme a Agência Nacional do Petróleo (ANP), de janeiro a outubro deste ano, pouco maios de 292 milhões de litros foram consumidos no Estado, menor volume dos últimos três anos.

Como explica o diretor executivo do Sindicato das Indústrias Sucroalcooleiras de Mato Grosso (Sindalcool), Jorge dos Santos, as chuvas que se mantiveram sobre o Estado até meados de junho, favoreceram o desenvolvimento do milho, mas prejudicaram a qualidade, o rendimento da cana. “Colhemos volume, mas a qualidade não foi muito boa. Tivemos de moer cerca de 700 mil toneladas a mais nesta reta final do ano para fazer o mesmo volume de etanol do ano passado e garantir o abastecimento do Estado. Mais uma vez cumprimos nosso compromisso de não deixar faltar o combustível em Mato Grosso”. Como ressalta o executivo, além de garantir a média de 900 milhões de litros de etanol neste ciclo, esta entressafra será mais curta, pois já há previsão de que algumas usinas retomem as atividades ainda em março.

O segmento encerra 2012 em um cenário oposto ao registrado no ano anterior, quando a safra foi encerrada de forma excepcional em meados de outubro por falta de cana, devido à quebra de produção. As mesmas chuvas que tiraram parte do rendimento da safra 2012 é a mesma que beneficiou os canaviais que serão colhidos no próximo ano e por isso a previsão é de que somente em 2013, dez anos depois, a safra mato-grossense retome o volume contabilizado no ciclo 2002/03, de 16 milhões toneladas (t).

Conforme uma prévia do Sindalcool realizada junto às dez usinas em atividade no Estado, na semana passada, a safra encerra com ganho de 4,86% sobre o volume colhido no ano anterior, de 14,40 mil t para 15,10 mil t, esse último refere-se até novembro. Com relação à produção do etanol, a média de 890 milhões de litros a 900 milhões será mantida e como houve a necessidade de transformar mais cana em etanol, a produção de açúcar passou de 487 mil t para 480 mil.

MERCADO

Sobre novas altas ao preço final do etanol hidratado – o álcool combustível – Santos frisa que não é possível descartar, já que em meados deste mês as usinas, como forma de conter o aumento de custo provocado pela adição de 700 mil t, ampliaram em cerca de R$ 0,05 o litro, mas na bomba o efeito se multiplicou em até R$ 0,24.

Fonte: Agrolink

11 novembro, 2012

Safra de grãos 2012/13 pode chegar a 181,55 milhões de toneladas

A estimativa para a produção de grãos no período 2012/13 deve ficar entre 176,82 e 181,55 milhões de toneladas, de acordo com o segundo levantamento de safra divulgado nesta quinta-feira, 8 de novembro, pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em Brasília. O valor representa um aumento entre 6,4% e 9,3% comparado à safra passada, que chegou a 166,17 milhões de toneladas.

A soja é o destaque entre as culturas quanto ao crescimento de produção, com acréscimo estimado entre 13,71 milhões e 16,61 milhões de toneladas em relação à safra anterior. Já o milho primeira safra apresentou uma elevação entre 216,6 mil e 1,52 milhão de toneladas, enquanto o feijão primeira safra deve variar entre -1,4 mil e 49,3 mil toneladas – resultado dos altos preços do grão no mercado, que ocorre devido à quebra de safra dos principais países exportadores.

Quanto aos efeitos climáticos sobre o plantio de culturas, a demora do início das chuvas ainda não é um parâmetro a ser avaliado, de acordo com o secretário substituto de Política Agrícola do Mapa, Edílson Guimarães. "As chuvas podem se estender e ainda é cedo para afirmar que o clima vá afetara produção de grãos", destacou.

Quanto à estimativa de área cultivada, esta deve ficar entre 50,89 e 52,22 milhões de hectares, resultado que indica desde a manutenção a um aumento de 2,6% de área em relação ao período 2011/12.

A soja foi o grão que apresentou crescimento de área, em comparação com o estudo das culturas de algodão, arroz, feijão primeira safra e milho primeira safra. A variação é de 5,5% a 9,3% acima do obtido na safra anterior, quando foram cultivados 25,04 milhões de hectares.

Participaram do levantamento cerca de 50 técnicos da Conab que foram a campo nas principais regiões produtoras do país, no período de 22 a 26 de outubro.

Fonte: Ministério da Agricultura

10 novembro, 2012

Ações de política para leite são apresentadas ao ministro

Entre as propostas, o setor busca melhoria na defesa comercial, capacitação e assistência técnica, políticas de crédito e tributação.

As ações prioritárias da Política Nacional do Leite foram entregues aos ministros da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Mendes Ribeiro Filho, e do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas, nesta quinta-feira (8), na sede da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), em Brasília. O documento é resultado dos debates que ocorreram, nos últimos dois dias, durante a I Conferência Nacional do Leite, que reuniu representantes da cadeia produtiva do segmento para discutir as propostas que irão auxiliar na elaboração de uma política para o desenvolvimento do setor.

De acordo com Mendes Ribeiro Filho, o Governo Federal busca um diálogo com a Argentina e o Uruguai com o objetivo de manter os acordos bilaterais e preservar o produtor brasileiro. “Essas contribuições que recebo para o crescimento do setor leiteiro são valiosas, uma vez que ajudam o governo a cumprir seu papel de forma mais qualificada. O Estado está disposto a estender a mão ao produtor e mostrar que vale a pena produzir nessa terra. Vamos juntos discutir a política Nacional do leite e em conjunto com o setor avançaremos cada vez mais”, destaca.

Propostas

Estão divididas em 11 temas: sanidade; defesa comercial; capacitação e assistência técnica; políticas de crédito; tributação; infraestrutura e logística; promoção comercial; legislação; fiscalização; pesquisa e desenvolvimento e organização do setor.

Entre elas, em destaque está o reforço para a restrição das importações de leite em pó e queijo de países do Mercosul, a partir da renovação de cotas para a entrada destes produtos no Brasil.

Na questão tributária, uma dos itens abordados foi o fim da cobrança de PIS/Cofins sobre rações e suplementos usados na alimentação do rebanho.

O presidente da Comissão Nacional de Pecuária de Leite da CNA, Rodrigo Alvim, enfatizou que a idéia é criar uma política para o setor leiteiro brasileiro, que permita um crescimento ainda maior no setor. “Já somos o quinto maior produtor de leite do mundo e, atualmente, produzimos 32 bilhões de litros por ano”, lembrou.

Fonte: Ministério da Agricultura

09 novembro, 2012

Vendas balcão de milho somam 326,9 mil toneladas até agosto

Dois dos segmentos mais afetados pela seca nas regiões Nordeste e Sul do País, os pequenos produtores avícolas e de suínos têm recorrido aos leilões da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para a compra de milho. O resultado foram as negociações de 326,9 mil toneladas por meio de Venda Balcão entre janeiro e agosto deste ano, valor 147% superior as 132,2 mil toneladas adquiridas no mesmo período de 2011.

A Venda Balcão é um programa da Conab que comercializa milho em grãos a preço subsidiado para pequenos criadores rurais e agroindústrias de pequeno porte. As negociações por essa modalidades foram tão altas este ano que superam todas as realizadas nos doze meses do ano passado, quando atingiram 236,8 mil toneladas com valor total de R$ 89,9 milhões.

Comparando com os oito primeiros meses de 2011, o valor das comercializações praticamente dobrou: passou de R$ 65,4 milhões para R$ 127,3 milhões em 2012. Outro aumento expressivo foi quanto ao número de clientes, de 48 mil (2011) para 76,9 mil (2012), assim como também houve elevação da venda média por comprador de 2,7 toneladas (2011) para 4,2 toneladas (2012).

O Rio Grande do Sul foi o estado onde houve o maior número de aquisições do produto, com 85,2 mil toneladas compradas até agosto deste ano. Em seguida vem Santa Catarina (74,5 mil toneladas), Ceará (46,9 mil toneladas), Rio Grande do Norte (31,2 mil toneladas), Piauí (18,2 mil toneladas) e Paraíba (18,1 mil toneladas).

De acordo com o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Mendes Ribeiro Filho, o Governo Federal tem feito um grande esforço para auxiliar os pequenos produtores das regiões afetadas pela estiagem. “Por isso a prioridade tem sido a realização de vendas balcão a preços abaixo do mercado. É preciso continuar oferecendo alternativas aos que dependem do milho para alimentar o rebanho”, afirmou.

Fonte: Ministério da Agricultura

17 outubro, 2012

Etanol celulósico deve estar disponível em 2015

Tecnologia de 2ª geração poderá dobrar a produção de litros de etanol por hectare de cana.

O etanol celulósico, também conhecido como de segunda geração, deve estar disponível em escala comercial em 2015. A estimativa é de José Gustavo Teixeira Leite, presidente do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), instituto de pesquisa, localizado em Piracicaba (SP), responsável pelo desenvolvimento de novas tecnologias para o setor da cana-de-açúcar.

Diferentemente do etanol hoje disponível nos postos de combustíveis, feito a partir do processamento e do tratamento do caldo da cana, o celulósico é obtido a partir da biomassa, ou seja, da quebra da celulose do bagaço ou da palha da planta. “A tecnologia nós já dominamos, o desafio é tornar o etanol de segunda geração viável comercialmente, remunerando o produtor e sendo barato para o consumidor”, diz Leite.

Segundo ele, existem duas famílias de etanol que são objeto de pesquisa do CTC. O C6, que vai transformar as moléculas de seis átomos de carbono da celulose em etanol. E o C5, que produzirá o biocombustível, com outra parte da celulose, no caso, as moléculas de cinco carbonos . De acordo com o presidente do CTC, o C6 é o que deve chegar primeiro ao mercado – em 2015 -, trazendo ganhos de aproximadamente 30% em relação à produção atual de litros de etanol por hectare de cana.

“Atualmente, um hectare de cana gera em torno de 85 litros de etanol. Com o celulósico, teremos um aumento entre 25 a 30 litros por hectare.” Mais adiante, com o advento do C5, o avanço, diz Leite, será de 50% em cima do incremento já obtido com o C6. “Por volta de 2020, com o pacote completo, o crescimento chegará entre 80% a 90% do volume atual.”

Desafios

Na avaliação do executivo, a viabilização comercial do etanol celulósico passa necessariamente por “pegar carona” nas atuais instalações do parque agroindustrial das usinas, com o objetivo de racionalizar custos. “A produção terá que ser adaptável à infraestrutura que já existe. Não dá para começar uma fábrica do zero.”

Além disso, o pré-tratamento da biomassa, que facilite o trabalho das enzimas – responsáveis por transformar o bagaço e a palha da cana em açúcares fermentáveis para fabricação de etanol – será outra etapa fundamental para viabilizar comercialmente o biocombustível de segunda geração.

Fonte: AGROLINK (http://www.agrolink.com.br)

15 outubro, 2012

Mendes Ribeiro empossa novo presidente da Embrapa

Durante a posse do novo presidente da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Maurício Antônio Lopes, nesta segunda-feira, 15 de outubro, o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Mendes Ribeiro Filho, reiterou a importância em dar continuidade e expansão às pesquisas da Embrapa em nível internacional. “A futura Embrapa Internacional primeiro seguirá todos os trâmites necessários para a sua criação. Em seguida, a empresa auxiliará no desenvolvimento de projetos de cooperação internacional, com o devido reconhecimento”, destacou o ministro.

Em seu discurso durante a posse, Mendes Ribeiro, comentou a escolha do nome para a presidência da Embrapa. “O Maurício tem 30 anos de empresa, é extremamente conceituado. Precisamos de alguém desse porte no cargo. A Embrapa tem quase 40 anos e precisa continuar trabalhando para o futuro do agronegócio brasileiro, para a capacidade da nossa produção”, frisou.

Na ocasião, Maurício mencionou que a Embrapa tem papel importante, o de dar suporte e conhecimento para a construção de políticas públicas para o fortalecimento do ministério, bem como produzir informação e conhecimento para a nossa agricultura. “Pretendemos buscar uma aproximação muito forte com o Mapa para reforçar as nossas estratégias. A Empresa esta desenvolvimento e apresentando soluções para a agricultura o tempo todo”, destacou.

O novo presidente também comentou sobre a atuação internacional da empresa que deverá ser intensificada. “A cooperação técnica internacional é importante para desenvolver pesquisas voltadas ao aumento da produtividade no campo. O treinamento dos nossos profissionais em outros países permitiu que o Brasil mantivesse estreitas relações com pesquisadores no exterior”, lembrou.

A nomeação de Lopes foi publicada na última quarta-feira, 10 de outubro, no Diário Oficial da União (DOU). O técnico é mineiro de Bom Despacho, engenheiro Agrônomo e pesquisador da Embrapa desde 1989. Entre suas principais funções estão a atuação como pesquisador em genética e melhoramentos de plantas. Maurício também já foi diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa, cargo que ocupou antes da nomeação.

Fonte: AGROLINK (http://www.agrolink.com.br)

25 setembro, 2012

Comercialização de soja reduz ritmo no Brasil; preços em queda

A comercialização de soja no Brasil ficou praticamente estagnada na última semana, apesar de ainda num estágio bastante avançado em relação ao mesmo período do ano passado.

"O acompanhamento semanal de comercialização mostra que não houve variações percentuais na comercialização brasileira, nem para a safra velha nem para a nova", disse a consultoria em seu relatório semanal.

A safra 2011/12, já colhida, continuou com 98 por cento de seu volume negociado, oito pontos percentuais acima do observado na mesma época em 2011.

Já a safra 2012/13, que começa agora a ser plantada, tinha 46 por cento de seu volume previsto vendido antecipadamente, 22 pontos percentuais acima do mesmo período do ano passado.

A Céleres destacou que a última semana foi marcada por fortes quedas no preço dos contratos futuros na bolsa de Chicago, "o que tem sido atribuído, principalmente, às recentes realizações de lucros".

O contrato novembro da soja em Chicago acumula perdas de mais de oito por cento desde o início de setembro até esta segunda-feira, sessão na qual ela registra perdas e é cotada próximo de 16,09 dólares por bushel.

Apesar de acumular perdas no mês, a soja está em patamares elevados historicamente. Em Chicago, a commodity atingiu o recorde de 17,9475 dólares por bushel em 4 de setembro, uma vez que a pior seca em mais de meio século afetou as lavouras do Meio-Oeste dos EUA, depois de o clima seco já ter afetado safras do Brasil e Argentina neste ano.

Segundo a consultoria, os preços domésticos da soja seguiram em consonância com as cotações internacionais, "porém há quedas menos acentuadas, devido, principalmente, à pressão dos baixos estoques, que representaram relativa sustentação ao mercado".

Considerando as praças cotadas pela Céleres, a queda média na semana correspondeu a 1 por cento.

Fonte: Reuters Brasil (http://br.reuters.com)

22 setembro, 2012

Plantio de soja começa no Brasil: chuvas favorecem

O plantio de soja começou adiantado em Mato Grosso na temporada 2012/13, após a chegada das primeiras chuvas no Estado, o principal produtor brasileiro da oleaginosa, indicando um bom início para a safra do Brasil, que poderá ser recorde se o tempo colaborar, considerando o aumento expressivo na semeadura em meio a preços recordes.

Os trabalhos nos campos começaram dez dias antes do registrado na temporada anterior e o plantio já ocupa 0,6 por cento da área estimada para ser recorde em 7,9 milhões de hectares em Mato Grosso, com crescimento de 11,6 por cento ante a temporada passada, segundo o Imea, instituto de análises dos produtores do Estado, que tradicionalmente lidera o plantio.

“As safras 2011/12 e 2010/11 começaram em 30 de setembro. Conseguimos antecipar em dez dias o plantio (este ano). A chuva não chegou em grandes volumes, mas um pouco que chegou já ajudou no plantio”, declarou Cléber Noronha, analista do Imea (Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária).

Segundo Noronha, a maioria das regiões de Mato Grosso está plantando soja, após chuvas nas regiões de Rondonópolis, Primavera do Leste (sudeste), Nova Mutum, Lucas do Rio Verde (Médio-Norte) e Itaúba (Norte). Já em Sinop, perto de Itaúba, não choveu.

O Imea estima uma produção recorde de 24,1 milhões de toneladas para o Mato Grosso, que responderia por mais de um quarto da produção brasileira, estimada pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) em 81 milhões de toneladas –o governo do Brasil ainda não divulgou sua previsão para a nova safra.

Caso essa produção seja confirmada, o Brasil passaria a liderar a produção e exportação global de soja em 2012/13, segundo o USDA, considerando que os Estados Unidos sofreram grandes perdas após a pior seca em mais de meio século.

Uma grande produção brasileira seria importante para abastecer os mercados globais, cujos preços atingiram máximas históricas recentemente, estimulando o plantio.

O plantio de soja será lançado oficialmente na segunda-feira, em Sorriso, com a presença esperada do ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro.

Fonte: Jornal Agora MS (http://www.agorams.com.br)

Adapar emitiu 130 autos de infração durante o vazio sanitário da soja

A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) emitiu 130 autos de infração durante o período do vazio sanitário da soja, que foi encerrado no último dia 15 de setembro e durante o qual ficou proibida no Estado a manutenção de plantas vivas de soja. Os autos são relativos a uma área de 3.820 hectares espalhados pelo Estado – extensão considerada pequena diante dos 4,4 milhões de hectares plantados com soja na safra 2011/12. O balanço foi divulgado nesta sexta-feira (21), data do início oficial do plantio de soja no Paraná.

O vazio sanitário da soja compreende um período de três meses, iniciado em 15 de junho. A medida é adotada anualmente para evitar a incidência de focos da ferrugem asiática, doença provocada por fungos que atacam as lavouras de soja.

Neste ano, além dos 130 autos de infração emitidos durante o vazio, técnicos da Adapar haviam emitido 103 notificações que alertavam o produtor rural sobre a existência de plantas vivas de soja que poderiam vir a ser hospedeiras do fungo que provoca a ferrugem asiática, doença que causa grandes prejuízos econômicos aos produtores.

Para a engenheira agrônoma Maria Celeste Marcondes, responsável pelo acompanhamento do vazio sanitário na Adapar, os resultados de 2012 podem ser considerados elevados quando comparados com o ano anterior. Ela lembra, porém, que este ano foi atípico, sem a ocorrência de geadas ou outros fatores climáticos que poderiam eliminar as plantas vivas de soja nas propriedades, carreadores ou estradas.

No ano passado, quando ocorreram alguns períodos de geadas intensas e de baixas temperaturas, foram lavrados 47 autos de infração. Até 15 de junho, antes do período do vazio sanitário, foram emitidos 124 notificações que alertavam os produtores para a necessidade de eliminar as plantas vivas durante o período.

Apesar disso, o resultado desse ano foi inferior ao de 2010, quando também foram emitidos 134 autos de infração, relativo a uma área de 4.236 hectares, área esta maior do que a deste ano, onde foram encontradas plantas vivas de soja. É muito difícil eliminar totalmente todas as plantas remanescentes de soja, pelo fato da emergência espontânea durante todo o período, que pode ocorrer em locais nem sempre de fácil acesso ou de difícil localização, assim as baixas temperaturas registradas contribuem para esta eliminação, explica Celeste.

A engenheira agrônoma lembra aos produtores que eles são os maiores beneficiados com a eliminação das plantas vivas no período estabelecido como vazio sanitário. Isso porque onde há plantas remanescentes, que não são eliminadas durante o período do vazio sanitário, elas se tornam hospedeiras do fungo da ferrugem asiática, que podem contaminar as plantas novas quando inicia-se o plantio da safra regular, disseminando a doença, e consequentemente aumentando o custo de produção pelo controle químico, culminando com danos ao meio ambiente.

Fonte: Expresso MT (http://www.expressomt.com.br)

Agricultura é o único setor da economia com queda na geração de empregos em agosto

A Agricultura foi o único setor da economia a registrar queda na geração de empregos em agosto. Segundo dados divulgados nesta quinta, dia 20, pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), a perda no mês foi de 16.615 postos devido a fatores sazonais. Quando levados em conta os demais setores, no entanto, o resultado de agosto foi positivo, com a criação de 100.938 vagas, alta de 0,26% em relação ao estoque do mês anterior.

No acumulado do ano, os dados demonstram que houve uma expansão de 3,64% no nível de emprego, equivalente ao acréscimo de 1.378.803 postos de trabalho. Nos últimos 12 meses, o aumento foi de 1.457.412 postos de trabalho, correspondendo à elevação de 3,85%.

O resultado positivo do mês foi impulsionado principalmente pelo setor de Serviços, que contribuiu com 54.323 novas contratações, alta de 0,34%. Já o Comércio gerou 31.347 vagas, crescimento de 0,37%; a Indústria da Transformação criou 16.438 postos, expansão de 0,20%; e Construção Civil, 11.278 postos e expansão de 0,37%. Em termos relativos, destaque para os Serviços Industriais de Utilidade Pública (SIUP), com alta de 0,57% e 2.205 postos de trabalho.

Fonte: O Correio News (http://www.ocorreionews.com.br)