09 agosto, 2012

Fórum sobre relações trabalhistas no campo discute a NR31

A legislação trabalhista no campo, em especial a Norma Regulamentadora 31 (NR31), foi discutida por entidades do setor produtivo durante o Fórum Soja Brasil, realizado na última sexta-feira (27-07), em Sinop. O presidente do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar-MT), Rui Prado, participou do evento onde destacou o curso oferecido pela entidade sobre as exigências da NR31 e que, só neste ano, já capacitou duas mil pessoas em Mato Grosso.

A NR31, que definiu os critérios de segurança e saúde no trabalho para o meio rural, estabelece um conjunto de 283 itens a serem cumpridos. Mas pelo total de exigências, muitas vezes causa desentendimento por parte dos produtores.

Segundo o presidente do Senar-MT, Rui Prado, a entidade está empenhada em levar conhecimento sobre a norma aos produtores. "A NR31 contém diversas exigências e muitas vezes o produtor rural acaba sendo multado por desconhecer a legislação, que é complexa e de difícil entendimento. O papel do Senar-MT é capacitá-los sobre estas exigências. O treinamento Segurança no Trabalho NR-31.8 - Capacitação para Trabalhador com Agrotóxico já qualificou aproximadamente 2 mil pessoas neste ano em Mato Grosso e a nossa meta é que até o final do ano sejam capacitados mais 1.600 pessoas", afirma Prado.

Leis trabalhistas - Ainda de acordo com Prado, a legislação trabalhista no campo precisa ser revista para evitar conflitos. "Precisamos levar esta discussão ao Congresso Nacional a exemplo de como foi feito com o Código Florestal. A legislação trabalhista no campo não pode ter as mesmas exigências do trabalho urbano. É necessário que haja uma legislação exequível e justa, que leve em consideração a opinião de trabalhadores e empregadores".

De acordo com o assessor jurídico da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), Cristiano Zaranza, a legislação própria para o campo corrigiria até mesmo a falta de entendimento que há entre quem vive da agricultura. "O descumprimento das atuais exigências ocorre em decorrência da própria falta de entendimento do setor, já que a atual legislação é subjetiva", comenta.

O Projeto Soja Brasil é desenvolvido pelo Canal Rural, Aprosoja Brasil e Senar-MT, com coordenação técnica da Embrapa e apoio do Senar dos estados de Mato Grosso, Goiás e Mato Grosso do Sul. Outros fóruns serão realizados pelo Brasil durante esta safra 2012/13 com temas diversos ligados à produção de soja.

O Senar é a instituição de ensino rural que está presente em todos os municípios de Mato Grosso atuando em parceria com os 86 sindicatos rurais. Faz parte do Sistema Famato, assim como a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso (Famato) e o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA-MT).

Fonte: Ascom Senar-MT

Órgão ambiental paulista cobra medidas federais de estímulo ao etanol

O principal órgão colegiado ambiental de São Paulo (SP), o Conselho Estadual do Meio Ambiente (Consema), quer que o governo federal tome uma série de medidas em reconhecimento à importância do etanol para o desenvolvimento sustentável e a redução das emissões de gases que causam o efeito estufa. Para o diretor técnico e presidente interino da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), Antonio de Padua Rodrigues, a moção aprovada no dia 17 de julho ilustra a necessidade imediata de políticas púbicas de incentivo à produção, comercialização e utilização do biocombustível de cana.

“Com esse instrumento formal, o Consema reafirma a importância energética e os ganhos sustentáveis gerados com o uso do etanol. Destaca ainda que somente com o uso deste biocombustível, São Paulo cumprirá as metas estabelecias pela Política Estadual de Mudanças Climáticas, que estabelece o corte de 20% nas emissões de CO2 até 2020,” ressaltou.

O documento

A moção pede a volta da mistura de 25% de etanol anidro na gasolina, percentual vigente até setembro de 2011 quando o governo determinou a redução para os atuais 20%. Segundo o Consema, o aumento da mistura vai contribuir para a redução das emissões de gás carbônico (CO2) em 4% e de óxidos de enxofre (SOx) em 6%, além de reduzir, na mesma proporção, a emissão de hidrocarbonetos aromáticos, que estão entre as substâncias mais nocivas à saúde humana.

Entre outros aspectos, o documento afirma que a queda no consumo de etanol e o aumento no consumo de gasolina que vem ocorrendo geraram, entre 2009 e 2011, "um aumento de emissões no Estado de São Paulo de 3,4 milhões de toneladas de CO2 e 600 toneladas de SOx, sendo 1,2 milhão de toneladas de CO2 e 210 toneladas de SOx só na Região Metropolitana de São Paulo."

O Consema solicita também a criação de mecanismos tributários, fiscais e de incentivo que reconheçam os impactos ambientais positivos dos biocombustíveis e incorporem esses ganhos no sistema de preços. A idéia seria seguir o exemplo de São Paulo, que reduziu significativamente a carga tributária sobre o etanol hidratado em 2003 ao cortar pela metade a alíquota do ICMS, que até hoje é de 12%.

Por fim, o documento enfatiza que a substituição dos combustíveis fósseis por etanol, em especial a gasolina, gera benefícios ambientais significativos. Os principais seriam a redução nas emissões de gás carbônico (CO2) em aproximadamente 90% no ciclo de vida do combustível e a quase eliminação de poluentes de efeito local.

Criado em 1983, o Consema serviu de embrião para a formação da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (SMA) à qual está hoje integrado. Composto por 36 representantes da sociedade civil e de órgãos do Estado, ele hoje atua como importante fórum de debates sobre questões ambientais.

Fonte: Unica

Preço ao produtor de leite em queda no Sudeste na entressafra

Segundo pesquisa realizada pela Scot Consultoria, em São Paulo e Minas Gerais os preços caíram 1,3% e 1,8%, respectivamente, em relação ao pagamento de junho.

Estão cotados em R$0,871/litro e R$0,821/litro, nesta ordem. Apesar da produção em queda, a demanda patinando pressiona as cotações.

No Sudeste, o mercado aponta para manutenção dos preços no pagamento de agosto.

Fonte: AGROLINK (http://www.agrolink.com.br)

Avanço do E15 nos EUA pode ampliar perspectivas para o etanol brasileiro

A inauguração nos Estados Unidos da primeira bomba a oferecer o E15, combustível com 15% de etanol misturado à gasolina, além de expandir a oferta de etanol no mercado americano, pode representar uma oportunidade comercial para o biocombustível produzido no Brasil, principalmente com a retomada da expansão da produção brasileira prevista para os próximos três anos. O posto pioneiro inaugurou a primeira bomba de E15 no dia 10 de julho, na cidade de Lawrence, estado do Kansas (EUA).

Segundo a representante da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA) para a América do Norte, Letícia Phillips, o fim das tarifas de importação impostas ao etanol pelos EUA e as metas de utilização de etanol no país nos próximos dez anos projetam boas perspectivas para os produtores brasileiros no médio prazo. Até 2022, os EUA deverão consumir 136 bilhões de litros anuais de combustíveis renováveis, dos quais 79 bilhões de litros deverão ser de biocombustíveis avançados.

“Na categoria dos avançados, são aceitos apenas combustíveis capazes de reduzir a emissão de gases de efeito estufa (GEEs) em pelo menos 50% em comparação à gasolina. Nesse quesito, o etanol de cana-de-açúcar é a única opção comercialmente viável, pois corta em até 90% estas emissões. É uma grande vantagem sobre o produto americano fabricado a partir do milho, por exemplo, que reduz a emissão de GEEs em somente 38%,” explica.

Na safra 2011/ 2012, 107 usinas brasileiras exportaram mais de 663 mil litros de etanol para os EUA, tendo a Califórnia como seu principal cliente. Conhecida por sua postura arrojada em questões ambientais, a California já adota uma normatização diferenciada, o Padrão de Combustível de Baixo Carbono (Low Carbon Fuel Standard), que estabelece normas ambientais mais exigentes do que em outros estados americanos.

E15

O uso da mistura de 15% de etanol na gasolina em veículos leves foi autorizado nos EUA pela Agência de Proteção Ambiental (EPA, em inglês) somente em motores flex e em veículos montados a partir de 2001, o que equivale a aproximadamente 60% da frota de 280 milhões automóveis em circulação no país. O presidente da Associação de Combustíveis Renováveis (RFA em ingles), Bob Dinneen, que acompanhou pessoalmente a inauguração da primeira bomba E15 do país, acredita que as vendas da nova mistura vão crescer. “O E15 é uma escolha segura e viável. É apenas uma questão de tempo para que mais postos diversifiquem e ofereçam esta ou outras misturas de etanol ao mercado,” avalia.

O processo de implementação do E15 nos EUA vem gerando polêmica desde 2009. Por desconhecimento técnico, argumentos contrários à medida surgiram em diversos setores da sociedade americana, alegando que os motores dos veículos não teriam um bom desempenho com a mistura, o que os estudos da EPA vem desmentindo. O consultor de Emissões e Tecnologia da UNICA, Alfred Szwarc, ressalta que “a experiência brasileira demonstra que percentuais de mistura igual ou superior a 15% só trazem benefícios ambientais.”

Nos EUA, experiências envolvendo a mistura de etanol na gasolina tiveram início em 1920, com a adição de 6% a 12% de combustível renovável ao de origem fóssil. Entretanto, foi em 1978 que a política ganhou força com a introdução do E10 em todo o território americano. Na década de 1990 veio o E85, mistura de 85% de etanol e 15% de gasolina, exclusivamente voltado para veículos com tecnologia flex, hoje representados por quase oito milhões de modelos em circulação. Dos mais de 200 mil postos de abastecimento existentes nos EUA, cerca de 2,9 mil oferecem o E85, a maioria deles concentrada nos estados da região do meio-oeste americano, onde fica a maior parte da produção de milho no país.

Fonte: Unica

Vendas de máquinas agrícolas devem ficar estagnadas em 2012

O segmento de máquinas agrícolas deve registrar, em 2012, estabilidade de produção e de vendas, tanto no mercado externo quanto em exportações, em relação ao ano anterior, projeta a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Em 2011, foram produzidas no Brasil 81,5 mil máquinas, enquanto as vendas no mercado interno somaram 65,3 mil unidades e as exportações, 18,3 mil.

Em julho, foram produzidas 7,6 mil máquinas agrícolas, alta de 19,8% sobre junho e de 13% ante julho de 2011. No mês passado, foram vendidas 6,2 mil máquinas, crescimento de 8,5% sobre junho e de 11,2% em relação a julho de 2011. No acumulado do ano, de janeiro a julho, porém, o segmento registra queda de 1,7% em vendas.

Para o vice-presidente da Anfavea, Milton Rego, o setor agrícola perde a oportunidade de renovar sua frota num momento de recuperação de preços das commodities. "O preço das principais commodities voltou ao nível pré-crise de 2008, então os produtores rurais estão capitalizados, com boa rentabilidade", afirma. "O Brasil está perdendo uma oportunidade de reduzir a idade média da frota."

De acordo com o porta-voz, o País necessita da venda de 45 mil a 50 mil tratores e 5 mil a 5,5 mil colheitadeiras apenas para manter a idade média da frota atual, que é de 11 a 12 anos para tratores e de sete a oito anos para colheitadeiras. "É nesse nível que ficarão as vendas este ano, então não prevemos uma diminuição [da idade média da frota]", diz o executivo.

Segundo ele, isso se explica, em parte, pela insegurança do mercado em relação ao cenário macroeconômico. Mas o principal motivo da estagnação seria o desempenho abaixo do esperado de programas públicos de incentivo ao setor voltados para agricultura familiar, para empreendimentos médios e para a agricultura de baixo carbono, aquela voltada a técnicas agrícolas sustentáveis. "Esses três programas estão com o ritmo inferior ao que poderia se esperar deles", avalia Rego.

As exportações em julho tiveram queda de 9,2% em valor, ante junho, somando US$ 1,22 bilhão, porém com aumento de volume de 2,6% na mesma comparação. Em agosto, é esperada alta das vendas de máquinas agrícolas para a Argentina, devido à recente liberação de licenças para a entrada de produtos brasileiros naquele país.

Fonte: DCI - Diário do Comércio & Indústria

Custo para produzir cana-de-açúcar aumenta 25% este ano

Nesta safra houve a renovação de 20 mil hectares no Mato Grosso.

Para produzir a mesma quantidade de cana das últimas 4 safras, cerca de 16 milhões de toneladas, o setor sucroalcooleiro gastou 25% a mais este ano. Aumento nos custos resulta dos investimentos na mecanização e manutenção das lavouras, explica o diretor-executivo do Sindicato das Indústrias Sucroalcooleiras de Mato Grosso (Sindalcool/MT), Jorge dos Santos. Pesquisa conduzida pelo Programa de Educação Continuada em Economia e Gestão (PECEGE), ligado a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP), revela que o custo de produção em todo Centro-Sul ficou acima dos apontados para o Nordeste, onde a produtividade dos canaviais é menor. Conforme o estudo, o custo de produção no Centro-Sul foi 39% maior em comparação com o Nordeste (+8%) do país. Diretor do Sindalcool lembra que a região Nordeste recebe subsídio do governo para produzir, ao contrário dos estados do Centro-Oeste e Sudeste, o que explica as despesas menores.

Em Mato Grosso, o investimento médio para cultivo de 1 hectare de cana-de-açúcar corresponde a R$ 4,7 mil. Para esta safra a renovação de 20 mil hectares, equivalente a 8,92% dos 224 mil (ha) cultivados com cana, foi garantida com recursos dos próprios produtores, que não conseguiram acessar a tempo o crédito disponibilizado por meio do Prorenova, linha mantida com recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Para todo país foram disponibilizados R$ 4 bilhões até dezembro, na tentativa de aumentar a produção de etanol. “Nenhum produtor do Estado conseguiu esse recurso porque demora muito para aprovar e não foi liberado a tempo de realizar o plantio”. Superintendência regional do Banco do Brasil confirma a baixa demanda pelos produtores.

Aumento do custo foi amenizado neste ano em Mato Grosso com a melhora no rendimento dos canaviais. Conforme o diretor do sindicato, a produtividade média por hectare alcançou 70 toneladas nesta safra, contra 63 toneladas/ha na safra anterior. No restante do Centro-Sul houve perdas na produtividade por causa das geadas e estiagem. Em Mato Grosso, o corte da cana iniciou em abril e se estende até novembro.

Fonte: AGROLINK (http://www.agrolink.com.br)

Milho - Pragas - Lagarta-da-espiga (Helicoverpa zea)

Importância econômica

Tipicamente o inseto coloca seus ovos nos estilos-estigmas, local onde as lagartas recém-nascidas iniciam os seus danos, podendo ocasionar falhas na produção de grãos. Á medida que a larva desenvolve ela dirige-se para a ponta da espiga para alimentar-se dos grãos em formação. Os prejuízos estimados para essa praga é cerca de 8% nos rendimentos.

Figura: Lagarta-da-espiga (Helicoverpa zea).

Sintomas de danos

Estilo-estigmas danificados e grãos na ponta da espiga danificados, podem representar os sintomas de ataque da praga. Deve-se considerar que também a lagarta-do-cartucho pode também estar presente na espiga e ocasionar sintoma de dano semelhante.

Figura: Lagarta-da-espiga (Helicoverpa zea).

Métodos de controle

Pela localização da praga o controle convencional através da pulverização tem baixa eficiência. Um controle efetivo pode ser conseguido através da liberação de vespas do gênero Trichogramma, comercialmente disponíveis no mercado brasileiro. De maneira geral, onde ainda existe o equilíbrio biológico o controle natural através de Trichogramma, ou da tesourinha, Doru luteipes ou de espécies de Orius tem sido suficiente para manter a praga com nível populacional insuficiente para causar dano econômico.

Fonte: Sistemas de Produção EMBRAPA

Milho - Pragas - Lagarta-do-cartucho (Spodoptera frugiperda)

Importância econômica

O inseto é considerado a principal praga da cultura do milho no Brasil. O ataque na planta ocorre desde a sua emergência até o pendoamento e espigamento. As perdas devido ao ataque da lagarta na espiga pode ser alta, especialmente quando o ataque é na inserção com a planta, pois pode haver queda da espiga ou até mesmo falta de enchimento dos grãos. Muitas vezes a falta de controle ou o controle inadequado do inseto na fase vegetativa (fase de cartucho), faz com que se tenha a presença na espiga de lagartas bem desenvolvidas com grande capacidade de destruição.

Sintomas de danos

Na espiga a lagarta pode atacar os estilo-estigmas ("cabelo do milho"), os grãos em formação, na ponta da espiga ou em outras parte como a porção mediana ou basal. Orifícios na palha é um bom indicativo da presença da praga; Espigas caídas e/ou danos no ponto de inserção da espiga com o colmo também são sintomas do ataque da lagarta.

Figura: Lagarta-do-cartucho (Spodoptera frugiperda).
Figura: Lagarta-do-cartucho (Spodoptera frugiperda).

Métodos de controle

O controle da praga quando o ataque é na espiga é muito difícil com métodos convencionais em função da dificuldade de colocação do inseticida químico no local onde se encontra a praga, mesmo quando ela está exposta nos estilos-estigma. Fica praticamente impossível quando a praga encontra-se protegida pela palha. O controle biológico especialmente com os predadores Doru luteipes e Orius spp. tem sido importante na manutenção dessa praga em níveis populacionais baixo na espiga de milho.

Fonte: Sistemas de Produção EMBRAPA

Milho - Pragas

A ocorrência de doenças, plantas daninhas e insetos pragas, juntos ou individualmente podem afetar significativamente o potencial produtivo da planta de milho. Também os insetos pragas em especial, podem afetar de maneira total ou parcial esse potencial produtivo. É possível encontrar em determinada região ou determinado ano agrícola, a presença de espécies de pragas que têm a capacidade de reduzir o número ideal de plantas, seja por danificar e matar a semente logo após o plantio, ou a plântula antes ou após a emergência.

A planta também pode ser morta pelo efeito sinérgico do ataque dos insetos praga e pela competição com outros fatores, como plantas daninhas, doenças ou estresses abióticos como escassez de água, por exemplo. Em função da espécies de insetos e da época de ataque pode não ocorrer a morte da planta, e sim uma redução parcial de sua capacidade de produção. No entanto, como pode haver ataques por mais de uma espécie, o somatório das perdas pode atingir valores significativos, a ponto de comprometer a rentabilidade do agronegócio. O manejo de pragas tem sido considerado como fator fundamental para reduzir as perdas ocasionadas pelas pragas levando em consideração além dos aspectos econômicos, também os aspectos ambientais, notadamente quando ainda se considera a utilização de um inseticida químico como parte das táticas do manejo..

As pragas iniciais atacam as sementes, raízes e plântulas (Plantas jovens) do milho após a semeadura. O tipo de ataque reduz o número de plantas na área cultivada e o potencial produtivo da lavoura. Esses insetos são de hábito subterrâneo ou superficiais e a maioria das vezes passam despercebidos pelo agricultor, dificultando o emprego de medidas para o seu controle.

Vários insetos atacam as sementes, raízes e plântulas (Plantas jovens) do milho após a semeadura. O tipo de ataque reduz o número de plantas na área cultivada e o potencial produtivo da lavoura. Esses insetos são de hábito subterrâneo ou superficiais e a maioria das vezes passam despercebidos pelo agricultor, dificultando o emprego de medidas para o seu controle. A importância desses insetos variam de acordo com o local, ano e sistema de cultivo. As principais espécies, sua importância para a cultura, sintomas de danos e métodos de controle disponíveis são descritos a seguir:

Pragas que atacam sementes e raízes:
Larva alfinete (Diabrotica spp.)
Larva arame (Conoderus spp., Melanotus spp)
Bicho bolo, coró ou pão de galinha (Diloboderus abderus, Eutheola humilis, Dyscinetus dubius, Stenocrates sp, Liogenys, sp.)
Percevejo castanho (Scaptocoris castanea e Atarsocoris brachiariae)
Larva Angorá (Astylus variegatus)
Cupim (Procorniterms sp., Cornitermes sp., Syntermes sp. e Heterotermes sp.)

Pragas que atacam as plântulas (Plantas jovens):
Lagarta elasmo (Elasmopalpus lignosellus)
Tripes (Frankliniela williamsi)
Percevejos - Barriga Verde (Dichelops furcatus, D. melacanthus), Verde (Nezara viridula)
Cigarrinha do milho (Dalbulus maidis)
Pulgão do milho (Rhopalosiphum maidis)
Lagarta do cartucho (Spodoptera frugiperda)
Cigarrinha das pastagens (Deois flavopicta)
Broca da cana (Diatraea saccharalis)
Lagarta rosca (Agrotis ipsilon)

Os danos causados pelas pragas da fase vegetativa e reprodutiva do milho variam de acordo com o estádio fenológico da planta, condições edafoclimáticas, sistemas de cultivo e fatores bióticos localizados. Nessas fases, a cultura é atacada por várias espécies-praga.

Dentre as principais pragas da fase vegetativa e reprodutiva podem ser citadas:

Na fase vegetativa:
Lagarta-do-cartucho (Spodoptera frugiperda)
Curuquerê-dos-capinzais (Mocis latipes)
Broca da cana-de-açúcar (Diatraea saccharalis)
Pulgão-do-milho (Rhopalosiphum maidis)

Na fase reprodutiva:
Lagarta-do-cartucho (Spodoptera frugiperda)
Lagarta-da-espiga (Helicoverpa zea)

A definição de manejo integrado de pragas (MIP) adotada por um painel organizado pela FAO enuncia: "Manejo Integrado de Pragas é o sistema de manejo de pragas que no contexto associa o ambiente e a dinâmica populacional da espécie, utiliza todas as técnicas apropriadas e métodos de forma tão compatível quanto possível e mantém a população da praga em níveis abaixo daqueles capazes de causar dano econômico".

Os fundamentos, tanto do Controle Integrado como do Manejo Integrado de Pragas, baseiam-se em quatro elementos:
1 - na exploração do controle natural;
2 - nos níveis de tolerância das plantas aos danos causados pelas pragas;
3 - no monitoramento das populações para tomadas de decisão;
4 - na biologia e ecologia da cultura e de suas pragas.

Estas premissas implicam no conhecimento dos fatores naturais de mortalidade, nas definições das densidades populacionais ou da quantidade de danos causados pelas espécies-alvo equivalentes aos níveis de dano econômico (NDE) e de controle (NC), que fica imediatamente abaixo do NDE. Outra variável importante seria a determinação do nível de equilíbrio (NE) das espécies que habitam o agroecossistema em questão. Em função da flutuação da densidade da espécie-alvo e de sua posição relativa a esses três níveis (NE, NDE E NC) ao longo do tempo, as espécies podem ser classificadas em pragas-chave (densidade populacional sempre acima do NDE), pragas esporádicas (densidade na lavoura raramente atinge o NDE) e não-pragas (a densidade da espécie em questão nunca atinge o NDE).

Mais recentemente tem sido proposto também o nível de não-controle (NNC), ou seja, a densidade populacional de uma ou mais espécies de inimigos naturais capaz de reduzir a população da espécie -alvo a níveis não econômicos, dispensando assim, a utilização de medidas de controle. A partir da safra 2008/2009 o Brasil passou a cultivar oficialmente milhos transgênicos, desta forma é importante que os produtores tenham informações sobre o Manejo Integrado de pragas em lavouras plantadas com milho geneticamente modificado com gene bt (Milho Bt).

Fonte: Sistemas de Produção EMBRAPA

Mosca-de-estábulo ameaça produtividade pecuária em MS

Usina Santa Luzia que seria a responsável pelo problema, diz que já está tomando as providências.

Pecuaristas da região sul do estado ainda continuam preocupados com os ataques da mosca-de-estábulo em suas propriedades e temem a perca da produtividade. No mês passado, foi realizada uma reunião no Sindicato Rural de Nova Alvorada do Sul com representantes da Usina Agro Energia Santa Luzia, que seria o foco do problema por causa dos resíduos vegetais na produção de açúcar e de etanol.

Segundo o produtor rural Milton Barbosa Bueno, a infestação está acabando com a produção leiteira. “Já morreram muitos animais. Antes a produção em minha propriedade era de 600 litros, agora está no patamar de 275”, argumenta. Milton diz ainda que se continuar nesse ritmo, terá que demitir funcionários. “O coeficiente aceitável é de 400 litros, abaixo disso se torna desvantagem para mim”, lamenta.

Apesar da infestação e constantes ataques aos animais, os produtores afirmam que, após a reunião, já houve melhora. “Eles [usina] tamparam algumas lagoas [de resíduos], mas as moscas ainda continuam atacando os animais”, diz Milton.

A explicação para isso, segundo o Gerente de Segurança, Saúde e Meio Ambiente da Usina Santa Luzia, Valmir Viana, é que houve um período de chuvas em junho, somado à temperaturas ideais - entre 15 e 30 graus, propiciando a proliferação do inseto. “Essa mosca que continua atacando os animais está na fase adulta, já que essa espécie tem expectativa de vida de 30 dias”, afirma Valmir.

O gerente argumenta ainda que as equipes da Usina já identificaram os pontos em que a absorção do solo não conteve a vinhaça despejada e garante que as 'lagoas' de resíduos foram eliminadas, mas que este trabalho depende também dos produtores. “É preciso um trabalho de eliminação e organização da matéria orgânica do gado, que também é propícia para a procriação da mosca”, explica.

Com o tempo seco, trabalho em conjunto entre usina e produtores, os ataques da mosca tendem a diminuir, mas de acordo com Valmir, é necessário continuar com as medidas de precaução em todos os períodos do ano, pois a mosca já se adaptou ao clima da região e é preciso manter o controle para evitar prejuízos à produção pecuária.

Fonte: Correio do Estado

Fiscais federais agropecuários entram em greve no Brasil

País conta com 3,2 mil profissionais, número insuficiente para a demanda. Serviços de inspeção serão interrompidos.

Fiscais federais agropecuários - cuja categoria é ligada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), deflagraram greve nesta segunda-feira (6) em todo país. A mobilização é uma cobrança ao Governo Federal por melhores condições de trabalho, reestruturação da carreira, contratação de profissionais mediante concurso público, entre outros tópicos. Segundo o Sindicato da categoria (Anffa Sindical), no país são 3,2 profissionais para realização de serviços ligados à garantia da segurança alimentar desde o campo até o consumidor final.

Em Mato Grosso, de acordo com o sindicato, são 80 servidores. O delegado sindical Nilo Silva Nascimento diz que o número é insuficiente para atender a demanda. Conforme o representante, seriam necessários mais 80 profissionais. A categoria engloba servidores de diferentes áreas como engenheiros agrônomos, médicos veterinários, zootecnistas e demais.

"Cresceu muito a agricultura, mas ficamos estagnados. Não aumentou nosso quadro. Somente no Brasil ficamos 21 anos sem concurso e hoje 60% dos profissionais que estão trabalhando já preenchem os requisitos para se aposentarem", destacou Nilo, em entrevista ao Agrodebate.

Com a greve, ficam prejudicados serviços que estão ligados à inspeção de carne ao mercado externo, importações e exportações que ocorram via fronteira de Cáceres, a 250 quilômetros de Cuiabá, além de autorizações para importação de fertilizantes, agrotóxicos, e demais atribuições ligadas à área sanitária.

O item salarial também engloba a pauta da categoria. "Pedimos que todo salário base e aquele via remuneração sejam transformados em uma única rúbrica, um subsídio. Compor tudo em um único salário", acrescenta Nilo Silva. Atualmente, segundo o delegado, 55% dos salários são gratificações.

Mercado interno x externo

Segundo o delegado sindical, em Mato Grosso não haverá prejuízos ou mesmo desabestecimento alimentar no mercado interno, explica Nilo Silva. "Só serão mantidos os serviços relacionados ao aspecto sanitário dos alimentos. As inspeções nos frigoríficos, por exemplo, para o mercado interno", ressalta o dirigente.

Já as inspeções nas unidades frigoríficas onde há o Serviço de Inspeção Federal (SIF) com foco no mercado externo serão interrompidas. Para o superintendente da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Luciano Vacari, a falta de entendimento entre governo e fiscais agropecuários pode prejudicar a imagem do Brasil perante o mercado mundial de carnes.

"Temos uma cadeia que movimenta bilhões de reais por ano, mas que está totalmente refém dessas situações pontuais. Isso não pega bem para a imagem do produto brasileiro", avaliou o superintendente.

Fonte: AGROLINK (http://www.agrolink.com.br)

Sementes crioulas promovem a agrobiodiversidade

Ministério da Agricultura apoia bancos comunitários de sementes como estratégia para facilitar o acesso dos agricultores e fomentar o intercâmbio.

Conservar e multiplicar variedades de sementes crioulas é uma atividade desenvolvida por agricultores familiares, comunidades quilombolas e indígenas em todo o Brasil. Sem passar por processo de melhoramento genético, essas sementes são resultado de um trabalho de seleção natural feito por quem observa as características das plantas por vários anos.

O analista da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, Leonel Gonçalves Pereira Neto, explica que esse material pode apresentar maior resistência aos fatores climáticos adversos e adaptação a diferentes tipos de solos. “Temos sementes de milho coletadas há mais de 40 anos em nossa coleção de base. O material é preservado e pode ser usado para resgatar espécies que forem perdidas ou deixaram de ser tão produtivas em determinados tipos de clima e solo”, ressalta.

Entre as variedades crioulas, existem sementes de milho, feijão, arroz silvestre, cucurbitáceas (da família das abóboras), fava (tipo de leguminosa), entre outras. Algumas possuem características ecológicas e nutricionais que podem contribuir significativamente para a autonomia, a segurança alimentar e aumento de renda quando disponibilizadas aos agricultores familiares.

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), em conjunto com vários parceiros nacionais e estaduais, mantém o programa de Bancos Comunitários de Sementes de Adubos Verdes, que também contribui para o incremento e conservação de recursos genéticos da agrobiodiversidade e, consequentemente, com o trabalho dos guardiões de sementes.

“O apoio à formação e manutenção de bancos comunitários de sementes é uma importante estratégia para colaborar com a tradição que já existe em muitas comunidades rurais de agricultores familiares, povos e comunidades tradicionais, de semear e preservar sementes crioulas”, afirma Jorge Gonçalves, da Coordenação de Agroecologia do Mapa.

Juntos, os bancos comunitários e os guardiões de sementes promovem a segurança alimentar, estimulam a organização dos agricultores e a valorizam os produtos da sociobiodiversidade. No caso específico das sementes de espécies de adubos verdes, o programa de bancos comunitários facilita o acesso dos agricultores ao material que dificilmente é encontrado no mercado. Além disso, promove a conservação e uso de espécies florestais nativas.

Conservação

A pesquisadora Terezinha Dias, também da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, define os guardiões de sementes como “agricultores que se destacam dos demais por serem grandes conservadores da diversidade de cultivos, que são identificados e reconhecidos pela comunidade a qual pertencem”. Segundo ela, eles são pessoas-chave para o repasse de conhecimentos tradicionais relacionados à agricultura.

Regional

O programa de Bancos Comunitários de Sementes de Adubos Verdes envolve principalmente agricultores e técnicos da assistência técnica e extensão rural. Atualmente, 1,5 mil agricultores participam da iniciativa em 15 estados brasileiros (RS, SC, PR, SP, RJ, MG, ES, BA, PB, PI, AC, MS, MT, TO e DF). Atualmente, são apoiados 300 bancos comunitários e familiares de sementes. A meta, até 2015, é apoiar 800 bancos.

Recentemente, um levantamento da Embrapa identificou 70 guardiões de sementes em diferentes regiões do Rio Grande do Sul. O estudo caracterizou funções agronômicas e nutricionais de cem cultivares crioulas de culturas como milho, feijão e cucurbitáceas. Entre estas, foram selecionadas 30 coleções com características especiais para multiplicação e redistribuição a mais de 20.000 agricultores do estado, ação fundamental para retomar o conhecimento tradicional de seleção de plantas e sementes pelos agricultores familiares.

Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

01 agosto, 2012

Haverá comida suficiente para toda a população mundial em 2050?

No 6th International Crop Science Congress, especialistas se reúnem em Bento Gonçalves (RS) para buscar soluções de como aumentar a produção de alimentos de forma sustentável.

Em 2050, o planeta poderá ter mais de 9 milhões de habitantes. Com a diminuição das reservas de combustível fóssil, os produtos agrícolas estão sendo cada vez mais utilizados como matéria-prima para a produção de energia, o que reduz o espaço do cultivo de alimentos para a população.

Nos últimos 60 anos, o desafio dos pesquisadores da área agrícola consiste em obter recursos do solo de maneira sustentável, respeitando as condições climáticas do planeta e os recursos naturais. O Brasil é líder em produção agrícola (primeiro produtor de etanol e segundo de soja, além de possuir uma das maiores áreas de plantio direto do mundo (cerca de 25 milhões de hectares). O país também destaca-se na utilização de técnicas de grande sucesso e recebe, pela primeira vez, o 6th International Crop Science Congress, em Bento Gonçalves, de 6 a 10 de agosto.

Na discussão, estarão presentes cientistas, pesquisadores e professores vindos da Alemanha, Argentina, Austrália, Canadá, China, Colômbia, Coréia do Sul, Estados Unidos, França, Holanda, Índia, Itália, México, Nigéria e do Brasil, na busca de encontrar formas eficientes de aumentar a produção agrícola sem impactar nos escassos recursos renováveis.

A palestra de abertura abordará a história Embrapa, empresa vinculada ao Ministério da Agricultura, com Mauricio Lopes, especialista em genética de plantas e PhD em Biologia Molecular pela University of Arizona (EUA). O evento seguirá com a presença de outros especialistas renomados, como Suk-Ha Lee, presidente do International Crop Science Society , Schuyler S. Korban , professor de Genética Molecular e Biotecnologia da Universidade de Illinois em Urbana-Champaign, Chittaranjan Kole, Diretor de Pesquisa do Instituto de Pesquisa em Nutracêuticos na Clemson University, USA, e líder de Grupo do Consórcio Internacional de Culturas Genómicas resistentes às Alterações Climáticas (EUA), Usha Barwale Zehr, Diretora de Tecnologia do Maharashtra Hybrid Seeds Company Limited (Índia). Mais informações em: http://www.6icsc.com.br

Saiba Mais

A produção de soja será um dos assuntos mais discutidos nos Workshops: a soja é a cultura agrícola brasileira que mais cresceu nas últimas três décadas e corresponde a 49% da área plantada em grãos do país. O seu cultivo se tornou de importância fundamental para a balança comercial do Brasil.

O primeiro International Crop Science Congress foi realizado na cidade de Ames, localizada em Iowa (EUA). Em 1996, o evento teve sua sede na Índia; em 2000, na Alemanha; em 2004, na Austrália e em 2008, na Coréia do Sul. Dessa vez, o Congresso será realizado pela primeira vez na América Latina, na cidade de Bento Gonçalves (RS), no Parque de Eventos de Bento Gonçalves (Fundaparque).

A agricultura foi tema de destaque na Cúpula do Rio +20. Durante um encontro que reuniu representantes do segmento e o Ministro da Agricultura, Mendes Ribeiro Filho, foram divulgados dados sobre o cultivo de alimentos no Brasil: de acordo com o pesquisador da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), Elíbio Rech, a produção de grãos do país deve aumentar 51% até 2030. No entanto, como previsto por pesquisadores, a área de cultivo não deve ter um crescimento considerável.

Fonte: AGROLINK (http://www.agrolink.com.br)

FMC lança fungicida para controle das principais doenças da soja no DF

Produtores da região do cerrado brasileiro estavam presentes, mais de 120 pessoas participaram; formulação inédita faz do produto Locker a solução mais completa do mercado.

A FMC Agricultural Products, uma das maiores empresas do segmento de defensivos agrícolas do país, lançou seu produto inovador Locker, na última sexta-feira (27), no Hotel Meliá Brasil 21, em Brasília (DF). Os principais produtores de soja do cerrado brasileiro estavam presentes. Mais de 120 pessoas participaram do evento.

Dessa forma, a FMC chega com força no mercado de fungicidas e disponibiliza a formulação inédita Locker, criado para atender às necessidades mais recentes dos produtores, ao agir no controle de doenças como a mancha alvo (Corynespora cassiicola), mancha olho de rã (Cercospora sojina), mancha parda (Septoria glycines), oídio (Mycrosphaera difusa) e antracnose (Colletotrichum truncatum). “O Locker é um fungicida sistêmico, sendo o primeiro produto a possuir triplo modo de ação. Desenvolvido e lançado no Brasil, para controle de doenças foliares da soja e do trigo. Sem dúvidas, trata-se de um grande avanço no tratamento de doenças para ambas as culturas”, explica Flávio Centola, Gerente de Produtos fungicidas da FMC.

Durante o evento, o pesquisador do Instituto Phytus e da Universidade Federal de Santa Maria, Ricardo Silveiro Balardin, abordou sobre as principais doenças da soja no Brasil e como manter a soja saudável para aumentar a produtividade nas lavouras baseadas nas pesquisas realizadas pelo Instituto. Balardin também destacou a importância do manejo integrado e a proteção nas lavouras. “Para o sucesso no controle de doenças é importante fazer um trabalho preventivo, pois as mesmas passam por processos dinâmicos evolutivos e se não controladas no início, dificilmente o serão no final do ciclo”, explicou Balardin. O pesquisador ainda recomenda “a primeira aplicação do produto é a mais importante e a mais efetiva, desde que a planta esteja preparada para absorver o produto”, destaca.

Figura: FMC lança fungicida para controle das principais doenças da soja no DF.

Centola destacou a estratégia da FMC para o mercado e abordou as principais características do fungicida Locker como o efeito sinérgico e equilibrado de seus ativos, que proporcionam importantes benefícios ao produtor, como: amplo espectro de controle de fungos e excelente efeito residual. “A formulação avançada do Locker é capaz de extrair a máxima eficácia dos seus três componentes, e essa é nossa grande conquista”, destaca Centola, complementando que “ao adquirir um produto com amplo espectro de controle, o produtor passa a ter um melhor manejo fitossanitário de sua lavoura”. Outro diferencial do manejo é a indicação de posicionamento dos produtos ao longo do ciclo, de maneira rotacionar ingredientes ativos.

O Diretor de Negócios da FMC, Ronaldo Pereira, agradeceu a presença de todos e disse que para a FMC ser um dos maiores players também no segmento de soja são necessários três fatores: inovação tecnológica, pessoas preparadas no campo e também na área de desenvolvimento para crescimento do agronegócio e conveniência para produtor. Pereira também destacou as ações das FMC para sempre apoiar o produtor. “A FMC aumentou a sua equipe e está focada em buscar e desenvolver produtos que possam ser aplicados com as condições do produtor”, destaca Pereira.

Para comemorar o lançamento do Locker na região, a FMC realizou um jantar para os produtores com a dupla sertaneja paulistana Lucylla & Lucyana, que tocou modas de viola para todos.

Expectativas dos Produtores

O produtor de soja de Luis Eduardo Magalhães e Barreiras (BA), Paulo Almeida Schmidt, fala sobre sua expectativa. “Espero que o Locker tenha uma boa relação custo benefício nas lavouras e que aumente a produtividade no campo”, destaca.

Também com boas expectativas, o produtor de soja de Rio Verde e Montividiu (GO), Koji Watanabe, também comenta o que espera do Locker. “O Locker é uma inovação. Vai facilitar no manuseio para aplicação em nossas lavouras. Pelas pesquisas que pude ver no evento, os resultados são muito positivos com relação a produtividade. Eu já adquiri o Locker e quero comprovar o desempenho na minha fazenda”, ressalta.

Fonte: AGROLINK (http://www.agrolink.com.br)

Paraná recupera perdas da seca e deve colher 31,5 milhões de t de grãos

O Paraná recuperou perdas de produção provocadas pela severa estiagem entre o fim do ano passado e início deste ano e se prepara colher, na safra 2011/12, de 31,5 a 31,8 milhões de toneladas de grãos. Esse valor corresponde a ligeira queda de 0,75% em relação à safra anterior (2010/11). O resultado abrange as três safras de grãos cultivadas no Estado, entre a produção de verão, outono e inverno, e consta no relatório de julho, divulgado nesta segunda-feira (30) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e Abastecimento.

De acordo com o diretor do Deral, Francisco Simioni, a partir da segunda safra houve recuperação na produção e nos preços praticados ao produtor. O bom desempenho da segunda safra recuperou as perdas de 21% na produção de grãos de verão da safra 11/12, prejudicada pela seca principalmente nas regiões Oeste e Sudoeste do Paraná.

MILHO – A segunda safra de milho compensou a quebra na produção com a colheita de 10,5 milhões de toneladas, volume 65% superior ao ano anterior. O aumento na segunda safra de milho ocorreu em função do crescimento de 20% na área plantada neste ano, que passou de 1,7 para 2 milhões de hectares. Geadas ocorridas na safra 2010/11 também provocaram queda na produção daquele ano.

“Os produtores terão ganho-extra com o aquecimento nas cotações do grão por causa da quebra da safra de milho nos Estados Unidos”, ressaltou Simioni. Os preços pagos ao produtor estão em torno de R$ 25,00 a saca, na média, cerca de 6% acima das cotações praticadas na safra anterior, que já estavam elevadas, em torno de R$ 24,00 a saca. “Precisamos lembrar que na safra 2010/11 houve quebra de produção e a escassez do grão no mercado, o que justifica o aumento nos preços. Mas este ano estamos colhendo uma supersafra de milho o que não justificaria os preços recordes praticados no mercado de milho atualmente, não fosse a quebra da safra norte-americana”, explicou.

Técnicos do Deral observam que apesar das boas condições de produção e de comercialização, o produtor pode ter elevação nos custos de produção de milho com a aplicação de fungicidas para eliminar doenças.

“De maneira geral o Paraná colherá boa safra de milho e as lavouras estão praticamente ‘salvas’ do risco de geadas mais forte, mas os produtores estão enfrentando adversidades desde junho, devido ao excesso de chuvas, que provocou incidência de doenças fúngicas como a Giberela, Diplodia e Antracnose”, comentou a engenheira agrônoma do Deral, Margorete Demarchi.

SOJA – Os produtores de soja também estão satisfeitos com o desempenho da cultura e com a sinalização do mercado externo, que aponta a manutenção de preços sustentáveis para a próxima safra. “A tendência é de crescimento na área plantada no Estado”, disse Simioni. A safra 2011/12 também foi prejudicada pela estiagem que castigou o Estado desde o fim do ano passado até meados de fevereiro deste ano, quando houve quebra de 23,7% na produção do grão.

Mas esse prejuízo foi compensado por um revés no mercado de grãos internacional, que está beneficiando os produtores brasileiros. Os Estados Unidos estão enfrentando a maior seca desde 1956, que provocou a quebra de 14 milhões de toneladas de soja da safra de grãos 2012/13 naquele País. A demanda pela commodity continua em alta, principalmente por parte da China. “Em função desses fatores, a saca de soja se valorizou em 75% e o preço pago ao produtor atingiu R$ 70,26 a saca, em média”, explicou o coordenador da área de Conjuntura Agropecuária do Deral, Marcelo Garrido.

FEIJÃO – Por outro lado, produtos como feijão e trigo apresentam queda na produção na safra 2011/12. As três safras de feijão cultivadas no Paraná devem totalizar 668,9 mil toneladas, 21% a menos que no ano anterior. Os produtores estavam desestimulados com os preços do feijão no mercado, principalmente na primeira safra, que teve queda de 36% na produção (de 533.603 toneladas na safra 2010/11 para 341.602 toneladas).

Em contrapartida, em função da reação nos preços do feijão no mercado, os produtores paranaenses aumentaram a área cultivada com feijão da segunda safra em 31%, passando de 170.992 para 224.041 hectares, que proporcionaram produção de 293.326 toneladas. “Nessa safra, os preços reagiram, mas a qualidade do produto caiu, por causa das chuvas na colheita”, explicou o engenheiro agrônomo Carlos Alberto Salvador, do Deral.

TRIGO – No relatório, o Deral confirmou a área plantada com trigo no Paraná, com 764,8 mil hectares, uma das menores dos últimos 10 anos. Isso significa que a produção de trigo no Paraná, que era líder no ranking nacional até dois anos atrás, recuou para patamar semelhante à área plantada em 2002, quando a cultura ocupou 900 mil hectares no Estado. Simioni explicou que naquele ano houve grande desestímulo dos produtores com a produção de trigo por causa do acordo dos blocos do Mercosul, que privilegiava a compra da produção argentina.

Este ano, o Paraná deverá colher pouco mais de 2 milhões de toneladas de trigo, queda de 10% em relação à produção anterior, que já vinha refletindo o desestímulo dos produtores. A preocupação da Secretaria da Agricultura e Abastecimento (Seab) é que essa queda drástica prejudique os produtores daqui para frente. Isso porque a prática do plantio de apenas duas culturas (milho e soja) de forma sucessiva poderá, a curto e médio prazo, alterar o sistema de rotação de culturas que o Paraná tradicionalmente vinha realizando.

FERTILIDADE – De acordo com o diretor do Deral, a Secretaria vem sendo alertada pelos seus órgãos de pesquisa e de assistência técnica com a possibilidade de prejuízos na fertilidade do solo e o aumento da incidência de doenças nas lavouras por causa da falta de rotação de culturas.

Esse e outros assuntos relacionados aos fatores políticos e comerciais que interferem na cultura do trigo são debatidos durante a VI Reunião da Comissão Nacional de Trigo, que acontece em Londrina, a partir desta segunda (30) até quinta-feira (2), na Sociedade Rural do Paraná.

Fonte: Agência Estadual de Notícias - Paraná

Ruralistas se mobilizam por mudanças nas relações trabalhistas

Alterações na legislação trabalhista referentes à atuação no campo passam a ser o foco de uma grande mobilização do setor produtivo nos próximos meses. O empenho de produtores, congressistas e juristas por modificações foi reforçado durante a realização do Fórum Soja Brasil com o tema “Relações trabalhistas no campo”, ocorrido na última sexta-feira no município de Sinop (MT). De acordo com o deputado federal e vice-presidente da Comissão da Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados, Nilson Leitão, após o recesso no Congresso Nacional ele irá apresentar um projeto de lei que buscará a criação de uma lei específica para o trabalho rural.

“A jornada de trabalho é outra, o transporte é outro, tudo é diferente na área rural e não podemos tratar como o trabalho urbano, então é necessário que a lei seja específica para a área rural. A situação hoje gera consequências ruins para o próprio trabalhador, queremos buscar o bom senso”, afirmou o deputado federal.

O presidente da Aprosoja Brasil, Glauber Silveira, defendeu durante o fórum a modernização da legislação e que os avanços só serão alcançados com a mobilização da classe produtiva. A proposta de modificações foi defendida também pelo advogado e coordenador da assessoria jurídica da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), Cristiano Zaranza. Segundo ele, a legislação própria corrigiria a falta de entendimento que há entre quem vive da agricultura. “Há desconhecimento da própria lei o que muitas vezes implica no descumprimento das exigências. Ou seja, o produtor não pode pagar um alto preço por causa da subjetividade da legislação, e é o que tem ocorrido”, alertou Zaranza.

Um dos pontos mais debatidos durante o evento que durou cerca de duas horas e meia, transmitido ao vivo pelo Canal Rural, foi a Norma Regulamentadora 31, que definiu os critérios de segurança e saúde no trabalho para o meio rural, e estabelece um conjunto de 283 itens a serem cumpridos que geram questionamentos por parte dos produtores.

Para o coordenador nacional do núcleo de Combate ao Trabalho Escravo do Ministério Público do Trabalho, procurador Jonas Ratier Moreno, a escolha do tema feito pela Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil) e pelo Canal Rural – realizadores do evento – proporcionou um debate altamente positivo.

“Temos que dialogar, conversar. O que tivemos foi um espaço importante para conversar com o setor produtivo, demonstrar inclusive que a nossa visão é de que temos um setor produtivo vitorioso. Temos atuado para combater uma pequena minoria que ainda mancha o sistema produtivo brasileiro com práticas que já deveriam ter sido banidas. Nós temos a clareza de que não podemos generalizar e isso deixamos claro durante o fórum”, avaliou o procurador.

Participaram ainda dos painéis de estreia das etapas dos fóruns que congregam o Projeto Soja Brasil, o presidente da Aprosoja MT e vice-presidente da Aprosoja Brasil, Carlos Fávaro, o presidente do Sistema Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso (Famato), Rui Prado, o editor do Jornal Valor Econômico, Mauro Zanatta, o superintendente regional do Ministério do Trabalho, Valdiney de Arruda, e também o deputado federal Valdir Colatto.

Fórum Soja Brasil - O Fórum Soja Brasil realizado em Sinop foi o primeiro de uma série. Além de Sinop, a agenda inclui Campo Grande (MS), Esteio (RS), Londrina (PR) e o município de Não-Me-Toque (RS). Outro evento do projeto será no mês de setembro em Sorriso (MT), quando haverá uma solenidade inédita no país: a Abertura Oficial do Plantio da Soja no Brasil.

Projeto Soja Brasil - O Projeto Soja Brasil é o maior projeto já realizado no país para acompanhar desde o planejamento do plantio até a colheita da safra 2012/2013, realizado pela Aprosoja Brasil, Canal Rural e Senar MT, com coordenação técnica da Embrapa, patrocínio da BASF, da Mitsubishi Motors e da Monsanto e apoio do Senar - unidades de Goiás e Mato Grosso do Sul.

Fonte: AGROLINK (http://www.agrolink.com.br)

Índios apostam em sistema de produção da Embrapa

Os índios guajajaras e gaviões, das 49 aldeias do município de Amarante do Maranhão, a 835 quilômetros a oeste de São Luís, terão agora a oportunidade de melhorar a qualidade de vida a partir da produção de alimentos em sistema integrado, em áreas de até 1.200 metros quadrados.

Manoel Bandeira Gavião, 27 anos, Bernardo Guará Gavião, 22 anos, Ozeas Guajajara, 38 anos e Daniel Sousa Guajajara, de 26 anos, foram treinados este mês pela Embrapa Meio-Norte, no município de Parnaíba, a 348 quilômetros ao norte de Teresina, e são agora multiplicadores de informações sobre o sistema.

Eles voltaram às aldeias capacitados para instalar unidades piloto do Sistema Alternativo à Produção Integrada de Alimentos, através do Projeto Arco Verde, do Governo Federal, na Amazônia Legal. Os índios são assessorados pelos pesquisadores Luiz Guilherme, Laurindo Rodrigues e Janaína Kimpara, responsáveis pela ação.

Esse sistema, que tem na criação de peixes o coração da cadeia produtiva, é a esperança dos guajajaras e gaviões para um novo rumo na vida. As 49 aldeias sofrem com o desmatamento e a escassez de alimentos. “Esperamos melhorar a nossa alimentação e passar ensinamentos para os mais jovens”, diz Ozeas Guajajara.

SISTEMA INTEGRADO

O sistema instalado em uma unidade demonstrativa piloto na Embrapa, em Parnaíba, consiste em um tanque de piscicultura; um galinheiro; um minhocário; uma hidroponia; e um abrigo para compostagem ; além de uma horta periférica. O tanque de piscicultura tem capacidade para 5000 litros, e funciona com um sistema de recirculação de água.

A capacidade de produção é de 25 quilos de tilápia em 3 ciclos por ano. Os peixes podem pesar de 150 a 200 gramas ao final de cada ciclo. Todo o sistema, segundo o pesquisador Luiz Guilherme, reutiliza a água do tanque de piscicultura, o que reduz os custos de produção e aumenta a oferta de alimentos.

CONFRONTOS E DESMATAMENTO

Amarante do Maranhão tem uma área de 7,6 milhões de quilômetros quadrados e uma população de 38 mil habitantes, segundo o IBGE. O Índice de Desenvolvimento Humano é de 0,582, um dos mais baixos do País. A economia gira em torno da agricultura, pecuária, extrativismo vegetal e do comércio.

Cerca de 54 por cento do território do município são reservas indíginas dos guajajaras, gaviões e krikatis. A área dos guajajaras e gaviões é em torno de 42 mil hectares. Juntas, as duas etnias têm cerca de 8 mil índios em Amarante do Maranhão. A vida deles sempre foi marcada por confrontos e mortes com caçadores, fazendeiros e madeireiros.

Com informações do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – INPE, o Ministério do Meio Ambiente divulgou, em 2008, um ranking com os 43 municípios da Amazônia Legal que foram campeões em desmatamento naquele ano. Amarante do Maranhão estava lá na 42ª posição. Para fazer o levantamento, os técnicos do INPE consideraram áreas que sofreram corte raso – desmate completo – ou degradação progressiva.

Mais informações com o pesquisador Luiz Guilherme, pelo telefone (86) 3315-1202 ou pelos e-mails luiz@cpamn.embrapa.br e luizcg99@yahoo.com.br.

Fonte: AGROLINK (http://www.agrolink.com.br)

Citros/CEPEA: Compras no spot ganham mais ritmo

Nos últimos dias, as compras da indústria na modalidade spot ganharam um pouco mais de ritmo, conforme informações do Cepea. Mais uma grande processadora paulista iniciou as aquisições no portão. No entanto, essas compras são pontuais, e o fechamento de novos contratos para a safra 2012/13, que contemplem volumes elevados de laranja, ainda é incerto. A princípio, o interesse da indústria está restrito à pera. Quanto à demanda internacional pelo suco, ainda é incerta. Não se sabe ao certo quando os envios aos Estados Unidos serão normalizados, devido à restrição imposta por aquele país quanto a resíduos de carbendazim no produto. Já a União Europeia – principal mercado comprador do suco brasileiro – continua enfrentando os impactos da crise econômica, o que tem afetado a demanda pelo produto. Deve ser levado em consideração, também, que a produção paulista na temporada 2012/13 deve ser relativamente volumosa. De acordo com o Instituto de Economia Agrícola (IEA), devem ser colhidas cerca de 365 milhões de caixas no estado.

Fonte: AGROLINK (http://www.agrolink.com.br)

Proposta cria selo verde para plantio sustentável de cacau

A Câmara analisa o Projeto de Lei 3665/12, do deputado Félix Mendonça Júnior (PDT-BA), que cria o Selo Verde Cacau Cabruca para atestar a sustentabilidade e o interesse socioambiental da cacauicultura nacional. Na modalidade cabruca, a árvore do cacau é cultivada à sombra da floresta original – estima-se que 70% do produzido na região cacaueira da Bahia respeitem essa prática.

Pela proposta, a certificação será concedida pelo órgão ambiental ao produtor que cultivar o cacau cabruca, de acordo com a legislação ambiental e trabalhista. O selo terá validade de dois anos e poderá ser renovado sempre que a plantação for vistoriada pelo Poder Público. Quem descumprir alguma das obrigações previstas no texto terá a cerificação retirada.

Segundo o autor do projeto, o selo favorece a fidelização do comprador e valoriza o produto no mercado. “Podemos atrair novos negócios em um mundo que consome cada vez mais influenciado por exigentes critérios sociais e ambientais”, argumenta.

Mendonça Júnior ressalta que o cacau cabruca, ao longo de seus 250 anos de plantio no País, conciliou a geração de renda para o homem do campo com a preservação de recursos hídricos e da vegetação original. “A valorização do sistema cacau cabruca vai ajudar na conservação da Mata Atlântica”, reforça.

Tramitação

A proposta, que tramita em caráter conclusivo, será analisada pelas comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Íntegra da proposta: PL-3665/2012

Fonte: Agência Câmara / AGROLINK

Nelore: Orgulho nacional

As grandes exposições agropecuárias do país têm a raça Nelore como uma das suas principais atrações, sempre com o maior de número de animais inscritos, expostos e com os maiores valores comerciais. Conforme Hermes Botelho de Campos, presidente da Associação dos Criadores de Nelore de Mato Grosso (ACNMT), a raça passou por intenso melhoramento genético no Brasil, sendo direcionada quase que exclusivamente à produção de carne, embora na sua origem tenha sido utilizada para a exploração leiteira.

Estima-se que o Brasil possui um rebanho com mais de 165 milhões de bovinos de corte e leite criados a pasto, dos quais 80% do gado de corte é Nelore ou anelorado, o que equivale a mais de 100 milhões de cabeças. Este é o retrato de um trabalho que deu certo, a partir do desenvolvimento de know-how tecnológico próprio e ganhos progressivos de excelência em qualidade, ao natural, em plena harmonia com o meio ambiente.

Em Mato Grosso, do total de cerca de 30 milhões de cabeças de gado que há, mais de 90% são Nelore, o que significa que os criadores de animais dessa raça têm grande parte da responsabilidade pelo saldo positivo como maior rebanho bovino comercial do Brasil. Segundo Hermes Botelho esse é um número expressivo para a avaliação do nível genético do gado produzido pelos pecuaristas do Estado. “O nosso gado é um dos melhores do Brasil e a força do setor pecuário, onde detemos o maior rebanho e o somos o maior produtor de carne, é consequência disso”.

Na 48ª Expoagro de Cuiabá, mais de 200 animais foram escritos no Ranking Estadual da Raça Nelore de Mato Grosso, organizado pela ACN/MT, com apoio da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), do Fundo de Apoio à Bovinocultura de Corte (Fabov) e da Biogénesis-Bagó. Trata-se de uma etapa obrigatória para os criadores e expositores inscritos contarem pontos na classificação geral de seus animais. O Ranking Estadual está sendo realizado em 20 exposições agropecuárias de Mato Grosso e a de Cuiabá é uma etapa obrigatória para os criadores e expositores inscritos contarem pontos na classificação de seus animais. Este ano, cada animal inscrito terá que pontuar obrigatoriamente em 05 feiras ranqueadas e em outras 03 exposições para também receber pontuação. As etapas obrigatórias são a Expoinel (Cuiabá), Expoagro (Cuiabá), Exporriso (Sorriso), Exposul (Rondonópolis) e Exponop (Sinop).

Os títulos de Melhor Criador e Melhor Expositor da 48ª Expoagro ficaram com a fazenda Arrossensal Agropecuária e Ind S/A, do Grupo Camargo. Instalada no município de Nortelândia, a 253 km de Cuiabá, a fazenda se destaca ainda como exemplo de aplicabilidade do bem-estar animal. Há mais de 20 anos não utilizam sequer o laço no manejo dos bovinos. Para se ter uma idéia da preocupação com essa prática positiva, de acordo com diretor de pecuária do Grupo, Luiz Antônio Felipe, não é permitido nem a entrada de cavalos nos currais, os tratadores desenvolvem as atividades a pé mesmo. “Desde o nascimento, desenvolvemos um trabalho com objetivo de permitir que os animais se tornem mais dóceis, assim garantimos bons resultados no futuro”. Segundo Felipe, já fazem mais de 400 dias que não é registrado nem um acidente de trabalho nas propriedades que administra. O que mostra perfeita interação entre homem e animal. A fazenda possui 14 mil cabeças de gado, sendo 1.200 puros de Origem (PO).

Neste início de agosto, entre 2 e 12, a raça Nelore define a programação para GrandExpo Bauru 2012. Este evento deve superar os números da edição anterior. Em 2011 a exposição destacou-se pela receptividade que proporciona aos criadores e tratadores, bem como o conforto que oferece aos animais, recebendo quase 600 exemplares da raça Nelore.

De acordo com Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (ACNB), o Nelore brasileiro, além de ser um patrimônio legitimamente nacional, como o carnaval, o futebol, a caipirinha e o churrasco, pode ser considerado como a grande vitória da carne brasileira, exportada para mais de 146 países e cada vez mais demandada por consumidores esclarecidos de todo o mundo.

História

Atrajetória que transformou o Ongole indiano no Nelore brasileiro começa na primeira metade do século XIX, data dos primeiros registros de desembarque no país de zebuínos originários da Índia. A história descreve que a primeira aparição do Nelore no país teria ocorrido em 1868 quando um navio, que se destinava à Inglaterra, ancorou em Salvador com um casal de animais da raça a bordo. A raça Nelore foi então se expandindo aos poucos, primeiro no Rio de Janeiro e, em seguida, São Paulo e Minas Gerais. Em 1938, com a criação do Registro Genealógico, começaram a ser definidas as características raciais do Nelore.

As duas últimas e significativas importações de reprodutores Nelore aconteceram entre os anos de 1960 e 1962. Nesse período desembarcaram no país, em Fernando de Noronha, onde foram submetidos a quarentena, grandes genearcas como Kavardi, Golias, Rastã, Checurupadu, Godhavari, Padu e Akasamu que são a base formadora das principais linhagens de Nelore.

Fonte: Gazeta Digital